por José Carlos Coelho Leal

quarta-feira, 16 de maio de 2012

57 - A "TURMA DA SABÓIA"


A Sabóia Lima passou a ser, na juventude, o que fora a vila na minha infância. Lá, as coisas aconteciam.
No início da noite, o encontro natural dos camaradas de volta às casas. Rapidamente as rodinhas se faziam, e os últimos acontecimentos eram passados a limpo.
As meninas, sempre mais de uma, nunca sozinhas, também participavam do “lero-lero”, se bem que por pouco tempo. Nestas ocasiões eram combinados os programas de fim de semana, a começar pelo “arrasta” de sexta à noite. De quando em vez, chegavam pés arrastados, um casalzinho de mãos dadas, sinal de “namoro firme”, ou como se dizia, “estavam amarrados”.
Sexo era tema de muitas conversas, sempre abandonadas à aproximação dos mais velhos ou mesmo de qualquer garota.
Alguns se superavam nestes papos; ouviam-se, então, incríveis aventuras, certamente, na sua maioria, fruto de férteis imaginações. Poucos eram realmente “iniciados”.
No fundo, todos estavam ávidos de informações, aliás, bastante precárias naquele correr de 1956, e sabiam: roubar um beijo já não era tarefa fácil, imaginem botar a mão num “peitinho”. Ufa...
A turma deste tempo: Jorge, o primo do Carlos Alberto e novo morador do 23, Marcos Matera, Edú Zacour, Zé Leite, João Bosco, Hélio “Gordinho”, Hélio “21”, Pedrinho,  César Augusto, o “Borrato”, Paulo Lodi, sempre no mundo-da-lua, Luiz Sérgio, o “Bode Louro”, José Maurício, Luiz Adolfo, Ney Marinho, Quinzinho, Carlos Fidalgo.
As meninas: Arien, Ana Maria, a do Genarino, a outra Ana Maria, a “Ia”, Maria Clotilde, a “Cutida”, Icléa, Márcia Lima, Iara, Vânia Taylor, Maria Virgínia, Wilma, Luiza Maria, Gilka, Ceci.
Carminha e Silvinha já não moravam mais no Genarino. Uma pena, pois seguramente fariam muito sucesso.
No meio do ano o grupo foi enriquecido com a chegada de gente muito animada vinda do Rio Grande do Norte. Família grande: José Murilo, Néocles, Nélio, Edson, Maria de Jesus e Josélia juntaram-se rapidamente ao resto da turma, animando-a ainda mais.
Os “agregados” moravam, às vezes, nem tão perto, mais se consideravam da Sabóia. Estavam neste caso: Aloísio Graça, Sueli Vidal, Ana Elvira, as irmãs Leda e Léa, Ana Maria Orcioli, Ângela.
Havia ainda as colegas do Santos Anjos, da Ia e da Cutida:  Henriqueta, Iracema, as irmãs Hebe, Márcia e muitas outras...
Engraçado, muito mais “agregadas” do que “agregados”.
Interessante...
Ainda as “ovelhas negras”, sempre agitando e criando casos, alguns nada agradáveis: Mário Sérgio, Tito e Rubinho, os “enfants terribles!”.
Na verdade, a “turma da Sabóia” era muito grande e certamente mais personagens aparecerão no correr destas linhas.

Obs. - Trecho do meu livro "Cheiro de Verão"
                 





Nenhum comentário:

Postar um comentário