por José Carlos Coelho Leal

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

"CHEIROS DA VIDA" - 25 - MEUS OLHOS NEGROS CHEIOS DE ENCANTAMENTOS E PROMESSAS


              Ou meus amigos tinham bebido demais, ou algo muito importante estava acontecendo.
Ao aproximar-me da mesa onde se concentrava o “mulherio” que Jorge com esmero procurava zelar, se não bastasse a fiscalização atenta algumas senhoras, mães naturalmente, notei que o olhar de certa menina fixara-se em mim. Sem dúvida era ela.
Conversei indistintamente com várias meninas com o objetivo de confirmar aqueles olhares. Não havia dúvida era em mim que eles se fixavam. Rapidamente descobri o mistério com que meus queridos amigos me desafiaram.
Suely era seu nome..
Em poucos minutos dançávamos e a conversa fluiu fácil, natural e pelo suor que sentia escapar de suas mãos percebi a emoção, que nesta altura era minha também.
Na pausa da música fiz menção de agradecer e me afastar, mas, Valéria, a crooner, começou a cantar That Old Black Magic.
- Adoro esta música, dança comigo...
Impossível não atender a tão meigo pedido. O brilho de seus olhos me cativou de vez... My Funny Valentine, Hey There, Love Me or Leave Me...

              Esqueci-me de meus companheiros e da missão que me haviam confiado. Não via mais ninguém, a não ser aqueles olhos expressivos, cheios de vida e promessas... The Lady Is A  Tramp, Begin To Beguine...

-         Vamos até a varanda tomar um refrigerante?
-         Você adivinhou! Deixa só eu avisar ao meu pessoal.
Minha prenda se afastou por alguns segundos, tempo suficiente para vislumbrar ao longe meus camaradas, olhos fixos na menina que se afastava. Certamente não estavam entendendo nada, os babaquaras...
Daí para frente a noite ficou pequena,,,.
... Ai, ai, ai, ai. Ta chegando a hora...
O baile estava terminando.
-         Quero te ver amanhã...
-         Liga para mim, 6798. Tchau!
-         Até amanhã!
-         Tchau! Minhas amigas já devem estar esperando por mim. Tchau!...

               -  Execerto de meu livro "Cheiros da Vida* escrito ao longo do ano de 2001 em Arraial do Cabo.


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