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Anthon! Quero te apresentar o Leal que é dono do curso
em que estudo e sobre quem te falei ontem à noite.
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Muito prazer.
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É todo meu – respondeu com certo afeto o arquiteto.
Era muito bem instalado o
escritório do primo do René, cheio de bossa como costumam ser os escritórios de
arquitetos. Alguns desenhistas, uma secretária cheia de charme, pranchetas
transbordando de plantas coloridas e maquetes de casas e edifícios.
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A noite passada, depois do telefonema de meu primo,
pensei: para ser um curso o espaço deverá ser readaptado. Hoje pela manhã fiz
uma planta baixa e umas perspectivas que poderão dar bem uma ideia do que
proponho.
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Você fez um projeto?
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Não. Está tudo em forma de croquis.
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Posso ver?
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Claro. Aqui está. Podemos montar duas salas de aula,
mais um escritório, adaptar os sanitários e ainda temos esta varanda que merece
bem um anuncio luminoso virado para Av. XV.
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Maravilha, primo.
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Também achei. Mas quem irá fazer esta obra e quanto
custará?
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Meu escritório se encarrega de tudo e quanto ao custo
da obra posso financiar para você.
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Tenho um sócio e devemos decidir juntos
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Vamos ver as salas depois voltamos para tomarmos um
uísque.
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Ver as salas tudo bem; quanto ao uísque fica para outro
dia. As 7 tenho que dar aula no curso.
Antes que a semana
terminasse o contrato já estava assinado e as obras teriam início na
segunda-feira, uma semana após o incidente provocado pelo Dr. Nazareth.
- Trecho de meu livro "Cheiros da Vida" escrito em 2002 (parte) em Arraial do Cabo.
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