por José Carlos Coelho Leal

segunda-feira, 13 de abril de 2015

"CHEIROS DA VIDA" - 132 - A CELEBRAÇÃO DA MISSA NUPCIAL




          Voltemos ao cenário montado na Igreja de São Pedro de Alcântara. Com bastante empáfia dizia ao meus amigos que meu casamento fazia parte do calendário das comemorações do IV Centenário de Fundação da Cidade do Rio de Janeiro.

          Um fato inusitado, para muitos, aconteceu no transcorrer da cerimônia. Estávamos em pleno desenvolvimento do "Concílio Vaticano II" que se encerraria em dezembro daquele ano de 1965. Algumas modificações na liturgia da Missa já haviam sido adotadas.


         Assim, em casos especiais, como numa Missa Nupcial, entre outros, o Bispo podia autorizar que a comunhão dos noivos se fizesse sob as duas espécies, do pão e do vinho. Frei Gabriel tomou as providências necessárias e, Tania e eu comungamos nesta nova modalidade, criando uma expectativa altamente indagativa de praticamente todos os presentes, que se perguntavam baixinho se aquilo era válido.


          Para alguns conservadores tal fato representava uma ação inovadora talvez desrespeitosa aos tradicionais "cânones" da Igreja. Tão concentrados estávamos no ato que celebrávamos que, só tomamos conhecimento destas reações já durante a recepção acontecida na casa dos meus sogros, à Rua Morais e Silva, 19.


         Foi com emoção renovada e muito respeito que recebemos a Santa Eucaristia que iria dirigir nossos passos nesses quase cinquenta anos de vida comum. A plenitude da presença de Deus em nossas vidas fez-se sentir com vigor, esperança e confiança no porvir que certamente nos presentearia com filhos e netos maravilhosos.


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Tania e Eu recebendo a Eucaristia   sob a espécie do vinho. Novidade para a época.



                     



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