por José Carlos Coelho Leal

sábado, 24 de maio de 2014

"CHEIROS DA VIDA" - 107 - ATÉ HOJE E PARA SEMPRE...





         
           Nos encontros de fim de semana quando os amigos e familiares se reuniam em torno de mim e de Tania, sempre vinha a pergunta recorrente: "afinal quando vocês vão ficar noivos?".

          Nós  dois já tínhamos tomado a decisão de ter um noivado que não fosse muito longo. As coisas deveriam acontecer ao seu tempo e, o marco definitivo para a fixação da data do noivado seria aquele que garantisse a realização de um casamento próximo e, isso passava pela questão financeira. Eu deveria estar seguro de poder prover uma casa e conduzir nosso futuro com segurança.

          Afetivamente nós já estávamos mais do que convictos do que queríamos para o futuro e, nossa intimidade chegava ao ponto ideal para um casamento. A cada encontro isso ficava mais claro.

          Ao escrever esse "inventário de saudades" estava preocupado com o modo e a profundidade com que viria a expor os fatos tristes que acabei de narrar nos capítulos imediatamente precedentes. Agora, livre desse temor, posso voltar aos acontecimentos que trouxeram muita emoção e felicidade para nós dois, Tania e eu, desde o início de nosso namoro em julho de 1958.

         Independente das atribulações que nos oferecia o ano de 1964, nossa decisão já estava tomada: ficaríamos noivos no dia 31 de outubro de 1964.

         Isso aconteceu...

         Comprei com muita emoção nossas alianças e um anel de platina com um pequeno brilhante. Realmente me sentia gratificado por todos os sacrifícios dos últimos anos.

         Dona Nice e Seu Mario, meus futuros sogros, ofereceram um belo jantar para parentes próximos e os amigos para sempre, inclusive, nossos parceiros comuns do Saboialima Clube.

         Tania estava linda; seu afeto e sua alegria me deixavam muito feliz e nos dias que se seguiram sentia-me um homem novo, livre para enfrentar aquele fim de um ano intensamente conturbado porém, decisivo em nossas vidas. 

         Frei Gabriel, amigo da família, abençoou nossas alianças, as mesmas que, com com muita emoção e felicidade, permanecem em nossas mãos até hoje e para sempre...

         - Trecho do meu livro "Cheiros da Vida" escrito ao longo do ano de 2005 em Arraial do Cabo.

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