por José Carlos Coelho Leal
sexta-feira, 11 de abril de 2014
"CHEIROS DA VIDA" - 98 - TUDO PARECIA COMEÇAR BEM
Terminada as aulas da noite, fechei o curso e, parti acelerado para casa. Esperava que o Pedrinho já estivesse chegado para completar a conversa que havíamos começado à tarde quando minha aula foi interrompida.
Como fazia todas as noites passei pela lanchonete do Seu Rafael que imediatamente preparou meu tradicional Toddy-duplo, sempre acompanhado de dois misto-quentes.
- O pessoal do seu apartamento já subiu. Parece que agora terei mais um freguês.
- Deve ser o Pedrinho meu novo hóspede.
- Parece um "grande praça".
- Espero que você tenha razão. O cara é "boa praça" mas, "fogo na roupa".
- Como assim?
- Vestiu saia: não é escocês nem é padre ele já fica atento. Espero que ele não tumultue o dia-a-dia do apartamento. Afinal estou atolado de trabalho e, preciso de tranquilidade para levar a bom termo minha missão.
- Vai dar tudo certo.
- Deus te ouça! Põe na conta; boa noite;
- Até!
A porta entreaberta do banheiro deixava vazar um pouco de luz. Fernando, Luizinho e
Pedrinho já deitados, conversavam meio embalados pelo sono que já envolvia a todos.
Pedrinho foi logo me adiantando: fica tranquilo que o Fernando já disse de todas as regras da casa e, os valores de contribuição. Garanto que serei um bom parceiro.
- Assim eu espero.
- Zé Karlos, vá dormir em paz. Afinal sei que você trabalha muito e, mais do que ninguém, sei que seu preparo físico anda rateando.
- Você está certo! Vou me arrumar e cair na cama. Amanhã às sete tenho que estar no Werneck.
- Boa Noite e obrigado Zé.
- Nada! Seja bem-vindo. Boa Noite...
- Trecho de meu livro "Os cheiros da vida" escrito ao longo de 2004 em Arraial do Cabo.
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