por José Carlos Coelho Leal

domingo, 23 de fevereiro de 2014

"CHEIROS DA VIDA" - 90 - O DIA 31 DE MARÇO DE 1964 (2ª Parte)



              Neste breve capítulo gostaria de esclarecer, o porquê de me referir ao chamado "Golpe Militar de 1964" como "Contra-Revolução de 1964".

          Muito simples: fico muito indignado quando os "terroristas" de então dizem, nos dias de hoje, que suas ações visavam  defender a democracia e o Estado de Direito. Deslavado deboche.

          Estavam, isto sim, tentando implantar uma república sindicalista-proletária-socialista (leia-se comunista). Uma ditadura cruel no padrão Cuba e seus assemelhados. Uma verdadeira traição à tradição do povo brasileiro.

         Tanto isto é verdade que hoje praticamente nem se fala  no que fora planejado pela "guerra revolucionária de esquerda" e que deveria ter acontecido no dia trinta de dezembro de 1963 (este fato fundamental, por motivos óbvios é olvidado - a história divulgada hoje é monopólio dos que se locupletam no poder no Brasil).

          Descoberta a trama com seu consequente fracasso, o povo  brasileiro só tomou conhecimento deste fato em  22 de janeiro de 1964 quando "O Globo" publicou longa reportagem encabeçada por esta manchete fixada em sua primeira página: "O Globo Revela a Trama Sediciosa Das Esquerdas" e, logo abaixo, em letra garrafais: "O ASSASSINATO DE MENEGHETTI SERIA O ESTOPIM DA REVOLUÇÃO".

          Ildo Meneghetti era Governador do Estado do Rio Grande do Sul.

          Esta trama revolucionária não teve a adesão esperada da forças armadas para consumação do plano final que já vinha em andamento, de subversão da ordem e destruição do regime democrático. Eram as chamadas esquerdas negativas, de mãos dadas com o Partido Comunista que já contava com grupos organizados de guerrilheiros orientados pelo Deputado Federal Leonel de Moura Brizola. 

          Se não fosse descoberta a tempo previa o assassinato do Governador Ildo Menhegetti em 30 de dezembro de 1963 constituindo-se no estopim da revolução de esquerda.

         Para mim, tudo o que aconteceu depois foi a "Contra Revolução de 1964" que visava proteger o Brasil de um regime ditatorial comunista. 

          Trecho do meu livro "Cheiros da Vida" escrito ao longo do ano de 2004 em Arraial do Cabo,

          

          

          

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