por José Carlos Coelho Leal

domingo, 16 de dezembro de 2012

HOMENAGEM A UM GRANDE AMIGO!





Ando muito triste...
Dia onze deste mês perdi um grande amigo, colega, companheiro, mestre e além de tudo um verdadeiro líder que sempre acreditou em mim, confiou na minha capacidade como engenheiro, valorizando a níveis altíssimos nossa  profissão, e de administradores da coisa pública .
A ele e a sua equipe muito deve a população de nossa cidade,  - na realidade o Estado da Guanabara de nossos tempos da saudosa SURSAN-.
Com uma inteligência muito acima da média jamais precisou alterar a voz para defender cada uma de sua teses muitas vezes difícil de ser contestada.
Comparada com a atuação de certas autoridades de hoje, os responsáveis por esta cidade, estado e nação não passam de marionetes caricatos a serviço de seus " bolsos" em detrimento de uma população que sofre.

Meu amigo Geraldo Reis Carvalho seus oitenta e três anos de vida na terra foram muito bem aproveitados e uma lacuna imensa  deixou certamente nas almas de seus amigos.
Em 1976, já como engenheiro de sua empresa de consultoria juntamente com o Arnaldo Pires e o Darly Coelho seus companheiros de diretoria, outros amigos fraternos até o dias atuais, você  fez de mim o Coordenador do Projeto para Construção do Metrô de Brasília.
Confiou-me uma responsabilidade que julgava muito além de minha capacidade
Você acreditou em mim.
Fez-me amadurecer muito em pouco tempo e, jamais contestou uma decisão que tomasse no meu trabalho. Conduzi técnicos do Rio de Janeiro,  Brasilia e ainda uma equipe de engenheiros consultores em modelos matemáticos para projetos em transportes; belgas da firma SOBEMAP nossa sub contratada.
Chegava ser hilária a mistura de línguas em nossa discussões técnicas.
Eles, finalmente aprenderam o português e nós desenvolvemos nosso francês aprendido nos bancos escolares. Todos saímos no lucro.
No fim reinou uma perfeita harmonia.
Por ocasião da apresentação do Relatório final nosso Projeto para Brasília, o escritório funcionou dia e noite de segunda a segunda, sem folgas sábados e domingos. Dizia eu o escritório da CED-BRASÍLIA se parece com o Império Britânico  onde jamais o sol  se põe... 
O mais importante para mim: essa proposta de trabalho contínuo partiu da própria equipe tal o envolvimento e entusiamo com Projeto. Só isso compensou todo sacrifício do deslocamento de toda família para Brasília. 
Fiquei muito orgulhoso de minha equipe e porque não dizer de mim mesmo.
Recebi todo seu apoio assim com de sua diretoria e, a cada dia que passava me sentia mais apto para a missão e passei a acreditar que teria forças para levar a tarefa a bom termo.
Chegamos a ter cento e cinquenta estagiários contratados.
Minha família teve todo o conforto para se mudar e viver em Brasília mesmo custando a troca de colégio das crianças e a imensa responsabilidade que tinha Tania para tocar as coisas  do lar em uma Cidade estranha. 
Todo meu tempo era dedicado ao Projeto, quer no escritório como nos serviços de campo.
FOI UMA LIÇÃO PARA JAMAIS ESQUECER.

Geraldo descanse da labuta de "quem combateu o bom combate" como dizia São Paulo em uma de suas cartas.
Hoje ao assistir minha Missa Dominical agradeci a Deus por tê-lo colocado no meu caminho.

Por derradeiro até sua paixão flamenguista tive que aceitar (logo eu um botafoguense de boa cepa)
Jamais esquecerei sua argumentação na segunda-feira após a derrota do Flamengo para o Botafogo por seis a zero quando você provou por A + B que o placar correto seria uma vitoria do Flamengo por quatro a zero.
O quê fazer; "manda quem pode, obedece quem tem juízo".

Esse é o meu amigo Geraldo que guardarei perenemente no meu coração com sua inteligência, suas paixão  e uma fidelidade invejável aos seus amigos.

ATÉ BREVE GERALDO!!!

Um comentário:

  1. Amigo Zé Carlos,
    (acho que já posso chamá-lo assim, porque apesar de ter crescido convivendo com você e outros amigos fiéis de meu pai, já passei da idade de chamar de "tio" rsrs)
    Gostaria de agradecer a homenagem tão bonita prestada a meu pai. Fico honrada em constatar através do seu depoimento, e de outros amigos da época, que meu pai, como bom líder, buscava desenvolver a capacidade e autoestima de seus colaboradores e amigos e conseguiu algumas transformações como esta que descreveu, tanto na vida profissional, como na ética e conduta (seja particular ou no serviço público), mas principalmente pela sua capacidade de fazer e manter amigos fiéis e por tantos anos.
    Agradeço também sua presença na missa, seu carinho e boas lembranças.
    Esteja certo que você faz parte da minha história também. E, da mesma forma que meu pai lhe considerava um grande amigo, assim eu também o considero.
    Mais uma vez obrigada e estenda meu carinho a todos da família.
    Abraço emocionado
    Andréa Carvalho

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