Depois de muita confabulação
finalmente o novo nome do curso foi escolhido.
Tirando a “fria” que meu
sócio aprontou com a tal entrega das cadeiras, nossa sociedade foi muito profícua,
sem turbulências e baseada numa perenal mútua confiança.
“Centro de Estudos
Preparatórios às Escolas Superiores”.
CEPES esse o novo nome.
Evidentemente as obras não
terminaram no prazo previsto, mas isso não era o mais importante, afinal o Dr.
Nazareth nos havia garantido a permanência em sua sala pelo período que se
fizesse necessário.
O fundamental era que as
obras tivessem bom acabamento, salas arejadas e bem iluminadas. Em cada um das
salas foi instalada uma imensa lousa verde, novidade para época, acostumada com
os tradicionais quadros-negros. Essa opção viria dar mais conforto ao mister de preparar
aqueles rapazes e moças para os exames vestibulares.
Nosso sucesso dependia do
sucesso de nossos alunos e isso certamente viríamos a conquistar, com muito
trabalho, evidentemente. E estávamos conquistando passo-a-passo.
Na segunda-feira dia 3 de
junho de 1963 inauguramos com um rápido coquetel no intervalo entre as duas
primeiras aulas. Em ano de vestibular e o tempo destinado a festas deveria ser
parcimonioso. Nada que prejudicasse o ritmo da preparação. Pelo menos era assim
que acontecia.
Estávamos felizes.
Ivan e eu
tínhamos alcançado uma grande vitória.
A solenidade apesar de
rápida teve seu charme. Estiveram presentes nossas namoradas Cleide e Tania,
nossos futuros sogros, nossos pais e ainda meu irmão Luiz César e minha cunhada
Maria Helena.
Alguns discursos, o brinde
com champanha, alguns doces e salgados.
Sem muito tempo a perder, o
retorno às salas de aula.
Saboreei com mais uma noite
insone minha conquista.
Meus pensamentos estavam invadidos pela linda imagem de
minha namorada, seu perfume e seu beijo delicado. Merecido prêmio pela batalha
vencida.
A peleja seria longa...
- Trecho de meu livro "Cheiros da Vida" escrito em Arraial do Cabo em 2002.
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