por José Carlos Coelho Leal

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

PARA ENCERRAR O ANO DE 2013 - VERSOS DE CORA CORALINA

         
         "NÃO SEI... SE A VIDA É CURTA OU LONGA DEMAIS PARA NÓS  /  MAS SEI QUE  NADA DO QUE VIVEMOS TEM SENTIDO  /  SE NÃO TOCARMOS O CORAÇÃO  DAS PESSOAS."  
                  
                     Cora Coralina 

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

"ATÉ LOGO" SAUDOSO À MINHA CUNHADA MARIA HELENA


Faleceu ontem, aos 78 anos, minha querida cunhada Maria Helena Bittencourt Leal

Nessa pequena homenagem para você, segue meu preito de alegria, ternura e gratidão.

Alegria de saber que nesse momento você está ao lado direito de Deus. 

Ternura ao recordar todo o carinho que você dedicou, sem medidas, a toda as nossas famílias, aos seus amigos e, principalmente a seus filhos, cunhados, sobrinhos, netos. A fidelidade e dedicação à sua fé e ao próximo.

Gratidão, por ter feito meu saudoso irmão Luiz Cesar  muito feliz no tempo que esteve entre nós.

Descanse em paz minha "irmã", como você mesma se tratava, após o falecimento do Luiz. Você foi e será sempre a irmã que jamais tive.

Um beijo carinhoso e, interceda por todos nós desde onde você esteja.

Ia esquecendo, sentirei muita falta das deliciosas "ambrosias"; iguais aquelas que você fazia nos tempos de Arraial do Cabo. E, nestes tempos de Natal, as rabanadas não terão o mesmo gosto.

Um beijo e todo o afeto de seu cunhado e irmão / Zé Karlos


Nas fotos a seguir dois momentos por volta de 2007. Um instante de descontração em aniversário de um sobrinho (a) e, no Restaurante Mama Flora em Cabo Frio.


 


quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

E X T R A - A GRANDEZA DE GUSTAV MAHLER E A SENSIBILIDADE DE LEONARD BERNSTEIN

FINAL DA SEGUNDA SINFONIA - A SINFONIA DA RESSURREIÇÃO (a primeira a unir vozes e instrumental; concluída, após várias interrupções, em 1894) 

VEJA EM:

http://www.youtube.com/watch?v=rECVyN5D60I


VALE AINDA CONFERIR A TAMBÉM MAGNÍFICA VERSÃO DE SIMON RATTLE 

VEJA EM:

http://www.youtube.com/watch?v=5nkM33CorIw



quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

"CHEIROS DA VIDA" - 82 - "SURPRESAS DO MUNDO DOS NEGÓCIOS!."



          Não havia dúvida. Estava bem ciente da "mancada" cometida ao aceitar o cheque equivalente ao valor pago pelo sinal e início de pagamento na compra do apartamento. Talvez premido pelas circunstâncias do momento aceitei-o sem maiores indagações ou refutações.

          Faltava ouvir as explicações reais do "arquiteto afetado", pois um novo detalhe,  acontecido na véspera me despertava curiosidade e, por que não dizer, bastante indignação.


          Contrariando o que vinha fazendo ultimamente passei pela Rua Dezesseis de Março e, logicamente, em frente à obra, reparando que haviam retomado aos serviços de montagem do estande e também da construção do indigitado prédio. Um movimento desusado para uma empresa prestes a fechar.


         Terminei a aula das sete no Colégio Werneck e, passando pelo CEPES, deixei por lá meu paletó. O dia lindo e com sol forte, somados à forte tensão gerada pelos acontecimentos, me aqueceram de tal modo que começava a transpirar em abundância.


         Uma rápida passagem pela Faculdade para assistir pouco mais de meia-hora de aula, assinar a lista de presença, engolir um café para enganar a fome. 


        Se nada aprendesse em Petrópolis, ao menos poderia me transformar em faquir, muito em moda na época. Exibindo-se  no Cineac-Trianon, passando dias sem comer, em troca de polpudos cachês pagos pela plebe inculta - o Silk era o mais conhecido deles - diziam pelos jornais, rádios e televisão estar competindo para bater o record mundial de dias sem comer; tudo apoiado por uma propaganda maciça encobertando mais uma "marotagem" para ganhar dinheiro.


          Já passava bastante das nove e, certamente, "meu grande amigo" já devia estar presente em seu escritório cheio de pompas e circunstâncias. Em poucos minutos estava diante dele.


         - Como vão as coisas?


         - Professor Leal,você não imagina como foram difíceis esses últimos dias! Muito trabalho, muitas reuniões, muitos contatos, muitos cálculos e contas; finalmente, acho que conseguimos vencer a crise.


         - Como assim?


         - Conseguimos "dar a volta por cima" e com nova injeção de capital, relançar o edifício, agora, como "edifício comercial". Aliás essa era minha ideia desde o começo.


         - Não acredito! Naquela tarde você  disse que a "situação era insustentável"; acrescentou que a situação política do país não oferecia garantia para novos negócios. Ao que sei a situação política, de lá para cá, só piorou. Trata-se de um milagre. Aconteceu um autêntico milagre com vocês.


           - São "surpresas do mundo dos negócios". Temos que estar atentos e não desperdiçar as oportunidades apresentadas por cada conjuntura.


          - Então se está tudo bem você pode cumprir a lei devolvendo-me em dobro o valor pago por mim.


          - Isso não vai acontecer!


          - Por que não?


          - Você aceitou o distrato naquelas condições de receber apenas o valor pago. Fez isso quando endossou o cheque assinando em baixo do que estava escrito no verso, sem ler...


          -Como é?


          - Isso mesmo que você ouviu.


          - As coisas não podem ser assim!


          - Infelizmente, para você, terá de ser assim. Muito simples: pode, se quiser, recorrer à justiça onde você perderá. Só isso tenho a dizer. Passar bem!


          - Isso é uma grande sacanagem!


          - NÃO,  SÃO NEGÓCIOS!!!...

          Imaginem com saí dali.

          Impossível imaginar...

         Trecho do meu livro "Cheiros da Vida" escrito em Arraial do Cabo em 2003.


        


         

sábado, 14 de dezembro de 2013

E X T R A - UMA DAS MAIS LINDAS CENAS DE FILMES ANTIGOS

              


       
           "THE EDDY DUCHIN STORY"

         no Brasil "MELODIA IMORTAL"

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

"CHEIROS DA VIDA" - 81 - A CAMINHO DO CAOS

      Apesar de envolvido pela minha "guerra particular", sentia que aquele ano de 1963 trazia uma carga pesada na área politica que atingia a todos nós. A partir de certo ponto passei a me informar mais, pois, afinal eu era um cidadão brasileiro e teria que tomar uma posição  consciente dentro daquele conflito que certamente seria longo e penoso.

          Assim pensava, e, assim foi...
  
      A posse do Sr. João Goulart como Presidente do Brasil, com amplos poderes, jamais foi suficiente para contornar, como imaginavam as "raposas da política", a crise institucional que se formava desde a renuncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 - Dia do Soldado.

       Havia uma grande massa pensante, formada principalmente pela "classe média", que pouca coisa boa esperava do novo governo. Pelo contrário, pairava no ar uma certa aflição quanto à aplicação das chamadas "Reformas de Base" a todo momento apregoadas pelo novel governo.

        Aqueles que apostaram no descontrole total do governo não precisaram de muito tempo para constatar que suas previsões se concretizavam.

          Era notória a falta de pulso de Jango, seu fastio pelo exercício do poder que, ao ser pressionado por todos os lados a todos desejava contentar, e, nessa impossível conciliação se tornava, dia-a-dia, mais refém dos radicais da "esquerda" que tentavam, já há algum tempo a "comunização" do país.

           Influindo diretamente nos atos do Presidente estava seu cunhado Leonel Brizola, então deputado federal, somado ao fato que na anterior eleição parlamentar sobreveio um aumento significativo da bancada esquerdista que transformou o Congresso num barril de pólvora.

        Brizola, ele próprio, passou a organizar "células" à maneira dos sovietes, alcunhando-as de "Grupo dos Onze" em alusão ao grupo de pessoas que compunham cada célula.

          Começaram a  eclodir movimentos violentos em vários pontos do país sendo o mais sério aquele acontecido no campo em função da atuação, apoiada pelo governo, das Ligas Camponesas liderada pelo deputado Francisco Julião. A luta armada entre camponeses e proprietários, com invasões de terras,  gerou um número elevado de mortes de ambas facções.

         Por outro lado aumentou  o questionamento no setor estudantil em torno da UNE - União Nacional  dos Estudantes, presidida à época por José Serra. Mais intelectualizada e com planos mais consistentes, a UNE não escapou, todavia, da infiltração comunista, o que a colocava como alvo preferido dos ataque dos extremados da direita.

       Paralelamente, um grupo de teatro encenava peças com conteúdo revolucionário, com vistas ao apregoado sucesso da "revolução cubana".

             Entusiasmado o presidente Goulart sentia-se empolgado com tais correntes e nem sequer imaginava que, na sua força, estavam os próprios germes da destruição de  seu governo

              - Trecho de meu livro "Cheiros da Vida" escrito em Arraial do Cabo em 2003



    
      

sábado, 30 de novembro de 2013

CHEIROS DA VIDA - 80 - CORAÇÃO NOVO


         
           Nestes quatro anos em Arraial do Cabo praticamente não houve dia sem minha caminhada de uma hora, pelo menos.

         Na realidade, levei a sério as instruções do Dr. Newton Amado Junior, meu cardiologista e, mais do que isso, meu amigo. Depois do susto que levei ao final do ano passado quando algo semelhante a um infarto me levou, em emergência, para o hospital e, em seguida, uma série imensa de exames culminando com um cateterismo que afastou a possibilidades de algo grave. 
          Me foi recomendado, no entanto, a tomada de medicamentos diários, o que devo fazer até ao fim da vida, somado à prática de exercícios físicos, principalmente as caminhadas diárias levadas com rigidez.

         Nem o vento, o frio ou, a chuva fina, me afastam deste hábito saudável que faz bem tanto para o físico como para alma.

        Adoro o andar solitário pelos calçadões da Praia Grande, da Praia dos Anjos ou Prainha, principalmente ao limiar de certas noites onde o deserto de pessoas me deixa íntimo apenas das areias, do marulhar das ondas e do céu, a pouco e pouco exibindo,  cada vez mais, estrelas impossíveis de ver nas cidades grandes.

         Desde agosto, no entanto, comecei  a notar algo estranho, que logo tirei a limpo. Ao final das caminhadas media com todo imediatismo possível a minha pressão arterial e a pulsação cardíaca.

         Desde logo notei que a pressão tinha avaliação compatível com o esforço da caminhada voltando ao normal em tempo hábil. A pulsação, no entanto, apresentava elevação incompatível com o esforço, tempo e velocidade da caminhada.

         Retornei ao Rio no início de setembro e, novo fator adverso veio a me preocupar. As andanças pelas ruas da Tijuca, num panorama bem diverso de Arraial, exigiam algumas subidas de ladeira que fatalmente acabavam gerando tonturas, algumas de razoável intensidade.

          Num dia crítico, sentei-me junto ao meio-fio e, solicitei o auxílio de meu filho Ricardo que veio de carro em meu socorro. imediatamente, me levando de volta à casa.

         Resultado: retorno ao médico, com urgência; mais exames, culminando com uma ergometria decisiva esclarecendo  uma arritmia com alguma gravidade sugerindo um intervenção imediata.

        Dizia o laudo em sua conclusão: “exame evidenciando distúrbio de condução avançado, que se exacerba durante o esforço (carater infrahssiano), até BAV de alto grau 2:1 e, incompetência sinoatrial; sugiro implante de marca-passo DDD para preservação do sincronismo AV. Análise do ST e perfil pressórico prejudicados pela arritmia".

        Este exame foi aplicado no dia 3 de outubro de 2003 e, a cirurgia de implante do marca-passo, BIOTRONIC BI-CAMERAL, no dia dezesseis de outubro de 2003. A cirurgia foi realizada, com bastante sucesso, pelo Dr José Jazbik Sobrinho.

        Acabara de ganhar mais dois grandes amigos, ambos com morada permanente no meu peito: Dr. Jazbik, com toda sua humanidade, simpatia, competência e vocação do médico por excelência e, do marca-passo, meu companheiro silencioso, garantidor de minha vida e de minha tranquilidade.

        Agora 2003 podia acabar em paz, apesar do Lula, vez por outra, aparecer como um presságio de maus dias para o nosso Brasil.

         Enfim nada é perfeito...

         No dia 5 de dezembro estava de volta a Arraial do Cabo, mantendo minhas caminhadas até o dia vinte e dois, quando voltei ao Rio para as festividades do Natal. 

         O Natal do Coração Novo...

         Voltei novinho em folha pronto para enfrentar 2004, ano em que vou fazer sessenta e cinco anos e, retomar às historias que pararam em 1963. Muita coisa a recordar.  


         - Trecho do meu livro “Cheiros da Vida” escrito em Arraial do Cabo em 2003

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

EXTRA  -  MEU CORAÇÃO BOTAFOGUENSE ESTÁ DE LUTO


                                            

Partiu meu ídolo no futebol desde criança aos oito anos, NILTON SANTOS  -  eleito pela FIFA em 2008 como o maior lateral-esquerdo do mundo em todos os tempos  -.

Jogador de um clube só, a "Enciclopédia do Futebol", certa vez, indagado maldosamente pela imprensa sobre o que achava dos repetidos atrasos nos pagamentos de salários, respondeu com simplicidade: "Eu faço o que mais gosto nesta vida que é jogar bola. Ainda me pagam para isso; reclamar de quê?".

Li em algum lugar: "aquele que sempre honrou a "estrela-solitária", hoje, se transformou, no firmamento, como a "estrela-solidária".
Papel que desempenhou em toda sua carreira em relação aos companheiros de Botafogo ou da Seleção.

Estou mais órfão do que nunca...

Muita paz para você meu "craque" / Zé Karlos











Poema a Nilton Santos

por Armando Nogueira

"Tu, em campo,
parecias tantos,
e,  no entanto,
que encanto!
Eras um só;
Nilton Santos."

sábado, 23 de novembro de 2013

"CHEIROS DA VIDA" - 79 - DESCOBRINDO A "MANCADA"

                                                                                                                    Após poucas horas de sono acordei com o relógio marcando quase seis e meia da manhã. Pulei da cama e entre a passagem pelo banheiro e, colocar-me apto para enfrentar mais um dia maluco havia passado pouco mais de uma dezena de minutos.

        Enquanto dava nó na gravata voltou à minha cabeça a derradeira ideia de horas atrás, quando já estava a pegar no sono. Aliás ideia mais do que evidente. Era pegar cópia do meu contrato, assinado em cartório, para ler as cláusulas de rescisão de contrato.

        Não havendo tempo para nada o coloquei num velho envelope e, a passos largos segui para minha aula das sete no Colégio Werneck; junto ia a intenção de no primeiro lapso de tempo livre, ler com cuidado minha escritura.

        Voltando ao antigo hábito enfrentei a calçada gelada da Avenida Quinze. Nada de passar pela falecida obra. Queria distância daquela joça. Ainda não havia digerido tudo que acontecera na véspera.

        Algo de errado havia acontecido. Estava ficando vacinado contra os “vivaldinos” da cidade. Um dia teria que aprender aquelas lições. Um dia...

        Ao passar pelo Magazine Gelly o termômetro marcava quatorze graus. A sensação térmica que sentia era de no máximo cinco.

        Foi o tempo de chegar à sala dos professores, ainda deserta, queimar a língua com um café quase fervendo que, felizmente a servente já depositara na mesa junto com as xicrinhas estampadas com o W do símbolo do colégio, enquanto me livrava do paletó e vestia o “guarda-pó” (naquele  tempo acho que ainda não era usado o termo “jaleco”) e, fechar o escaninho; depois, partir para o “sacrifício” .

       Ao fim da aula a rotina de sempre: livrar da pauta, assinando com rapidez a matéria dada e colocar o pé na rua em direção à faculdade. Ia esquecendo o envelope; voltei e retomei o caminho.

       Chegando à Faculdade, mesmo em jejum subi para sala para assistir uma horrenda aula de Metalurgia; ambos eram chatos tanto a matéria quanto o professor com aquela voz lenta e uníssona, ótima para ninar criancinhas irrequietas.

          Situação ideal  para ler aquela papelada e, chegar à conclusão que deveria receber em dobro o valor por mim pago até ali, pois a desistência havia sido unilateral.

         Apesar do linguajar sofisticado dos advogados, tudo parecia claro. Tempo de assinar a lista de presença e sair em disparada em busca de alguém que pudesse esclarecer o fato.

        Desci a escada numa velocidade espantosa e pedi refugio na Faculdade de Direito, na outra ala do prédio. Feitas as consultas, tudo estava esclarecido confirmando minha interpretação.

        Agora era hora de agir. Finalmente encontrara a resposta para minha indagação: “onde errei?”. Evidente premissa necessária, mas não suficiente para garantir um final feliz.

 - Trecho de meu livro “Cheiros da Vida” escrito em 2003.

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

E X T R A - "TENTE ENTENDER ESSE ENIGMA!"



"TENTE ENTENDER ESSE ENIGMA"
VOCÊ SABIA QUE?...
Não existe nenhuma ONG atuando no Nordeste seco?
(ninguém observa isso).
Você consegue entender isso?
Vítimas da seca!
Quantos? 10 milhões.
Sujeitos à fome? Sim.
Passam sede? Sim.
Subnutrição? Sim.
ONGs estrangeiras ajudando: 
Nenhuma!


Índios da Amazônia.

Quantos? 230 mil
Sujeitos à fome? Não
Passam sede? Não
Subnutrição? Não
ONGs estrangeiras ajudando:350

Provável explicação:
A Amazônia tem ouro, nióbio, petróleo, as maiores jazidas de manganês e ferro do mundo, diamante, esmeraldas, rubis, cobre, zinco, prata,
a maior biodiversidade do planeta (o que pode gerar grandes lucros aos laboratórios estrangeiros) e outras inúmeras riquezas que somam 14 trilhões de dólares.
O nordeste não tem tanta riqueza,
  por isso lá não há ONGs estrangeiras ajudando os verdadeiramente famintos.

Tente entender:
Há mais ONGs estrangeiras indigenistas e ambientalistas na Amazônia brasileira do que em todo o continente africano, que sofre com a fome, a sede, as guerras civis, as epidemias de AIDS e Ebola,os massacres e as minas terrestres.

Agora, uma pergunta:

Você não acha isso, no mínimo, muito suspeito?
É uma reflexão interessante ou não é???

REPASSE SEM MODERAÇÃO!

POLÍTICOS E FRALDAS DEVEM SER TROCADOS
FREQUENTEMENTE.... E PELAS MESMAS RAZÕES!

domingo, 17 de novembro de 2013

"CHEIROS DA VIDA" - 78 - MAIS UMA...


        Mil Novecentos e Sessenta e Três estava chegando ao fim. Agora era toda concentração nas provas finais na faculdade para chegar ao 3º Ano, livre de dependências.
       
        Essa era uma tarefa difícil tendo em vista o ano árduo que passara; no Werneck, aulas (lembram-se: somente as minhas turmas começavam as aulas em horário especial, às sete horas da manhã), coordenação de matemática para o curso científico do Werneck, a direção bem como as aulas no CEPES, além da operação mudança de sede com obras, instalações, publicidade, empréstimos financeiros e muito mais.

        Somando-se a isso tudo vinham as aulas na faculdade assistidas sabe-se lá com qual assiduidade e atenção.

        Positivamente, o panorama não era nada promissor.

        Será que até o fim do ano aconteceriam mais problemas e surpresas?

       Adivinhões!!!

       Claro que aconteceria; pelo menos uma, e das grandes...

       Desde que comprei o apartamento mudei meu itinerário para ir ao meu Curso ou ao Colégio Werneck. Ao invés da Avenida XV de Novembro, passei a transitar pela Rua Dezesseis de Março, paralela a ela, visando acompanhar como estavam indo as obras de meu apartamento.

       Felizmente tudo indo melhor que esperava: rapidamente foram batidas as estacas, e logo a seguir começaram os serviços de aprumação das formas para a concretagem dos pilares da estrutura.

       Até que um dia (tem sempre um dia...) pararam de montar o estande de vendas luxuoso que indicava o início, em breve, das vendas abertas ao público.

       Depois percebi uma diminuição sensível no ritmo das obras até a paralisação total.
  
       Fiquei preocupado! Preciso procurar o “arquiteto afetado” que me vendera meu “sonho” para saber das coisas. Não foi preciso.

       Logo, logo, o “cara de pau” apareceu. Estava dando uma aula por volta das quatro da tarde quando o “infeliz” apareceu à porta da sala, fazendo gestos dramáticos e me convocando até ele.

        - Não vê que estou dando aula?!  Não dá para esperar um pouquinho?
        - Não dá não! O caso é mais sério do que você pensa. Mas tenho a solução “para livrar a tua cara”.
        - O quê a minha cara tem haver com isso?
        - Está vendo esse cheque? É a tua salvação. A nossa firma está numa situação calamitosa e, deve fechar por esses dias.
        - E esse cheque?
        - Corresponde ao total de tudo o que você pagou. Sei que você tem conta aqui no Banco Nacional de Minas Gerais, logo aqui em frente. Nossa firma também. Vamos lá que o gerente, que também te conhece, está nos esperando e, depositamos esse valor diretamente na tua conta, em dinheiro vivo e, você sai limpo, sem prejuízos, do negócio.
        - Mas...
        - Não vamos perder tempo. Avisa a turma que  aconteceu uma emergência e, você vai ter que se ausentar por quinze minutos. Não leva mais que isso!!!
        - Loucura!
        - O tempo urge!

        Nem lembro a desculpa que dei para os meus alunos; atravessamos a rua, chegamos ao Banco e imediatamente  concluímos a operação, sem antes eu ter dado uma daquelas "mancadas" que deveria ser aprendida para a vida toda.

         - Professor Leal, o senhor terá que endossar este cheque para que possa entrar, em dinheiro, na sua conta. Lembre que ele está nominal ao senhor.
        - Meio atordoado assinei no verso sem ler, ou indagar,  algo que estava escrito acima.

        De posse do recibo de depósito e, do extrato de minha conta já incluindo o novo valor creditado voltei ao Curso.

        Achava que tinha errado. Algo me dizia isso. Por outro lado, tinha salvo o dinheiro aplicado. No entanto, sentia que alguma coisa devia estar errada. Qual? Qual?!!!

        Fora tudo muito rápido. Onde teria errado? Onde?!!!

        E com que cara que iria dizer à Tania e, demais amigos que meu sonho tinha escoado pelo ralo...

        Estava triste, confuso e meio perdido.

        Nem sei como dei as aulas derradeiras do dia.

        Evidentemente contabilizei mais uma noite em claro na minha vasta conta corrente de “insônias”.

        Minha vontade era “encher de porrada” aquele “arquiteto afetado” de uma figa...



         - Trecho de meu livro “Cheiros da Vida” escrito em 2003 em Arraial do Cabo.

sábado, 16 de novembro de 2013

"CHEIROS DA VIDA" 77 - COMO É BOM AMAR VOCÊ!


          Nestas noites mornas e silenciosas sentindo apenas o roçar das folhagens de nosso jardim em pleno viço, pouco importando com a madrugada vizinha, eu e Tania,  acompanhados vez por outra pelo perfume das "damas-da-noite" ou banhados pela branda luz da lua, na varanda de nossa casa em Arraial, namoramos desligados do tempo.
         
         Parecemos dois meninos a descobrir, sem pressa, mais e mais as antigas novidades do amor, agora, para nós, pleno, adulto e livre.
         
         Nesses momentos penso que esse Século XXI tem sido muito generoso para conosco. Nosso encontro neste largo mundo valeu a pena. Desde o longínquo 1955 não tenho dúvidas que a mulher da minha vida está aqui, juntinho a mim, sentido o ritmo dos corações batendo agora acelerados, agora calmos sempre em sintonia com nossos mais profundos sentimentos.
         
         Aconteceram alguns acidentes de percurso, amargos, sofridos mesmo, parecendo em muitas vezes que nossos destinos iriam caminhar estradas estranhas.
         
         Os caminhos foram refeitos e nossos passos se juntaram novamente, definitivamente, ligados por algo mais forte, protegidos e dirigidos pela presença constante de Deus em nossas vidas.
         
         Criamos nossos filhos, abraçamos com zelo nossas famílias, plantamos amizades verdadeiras. Nos alegramos com suas vitórias e sofremos com seus tropeços. Os amamos com igual intensidade e estamos sempre disponíveis para cumprir nossa missão.

         Não colhemos só flores. Choramos muitas vezes em silêncio. As vezes parecíamos fraquejar. Enfim, vivemos a vida e nem sempre vencemos...
       
        Agora, aqui chegamos. Uma neta já nos encanta dia-a-dia e, já e já outro neto chegará. 
        
        Os problemas foram enfrentados e superados. Depois desses quatro anos vivendo essa intimidade gostosa e, desobrigada de freios em Arraial estamos mais fortes apesar da idade que vem avançando sem escrúpulos.
        
        Nos sentimos mais unidos bebendo as taças dessa Lua de Mel sem prazo que estamos gozando.
       
        Sabemos que ainda não estamos livres das ciladas da vida, afinal estamos vivos, no entanto, mais do que nunca, preparados para enfrentar o que de amargo possa vir pela frente. Enquanto isso vamos sorver todo o encantamento desses momentos livres; momentos de amor sem limites que nos envolveu de vez nesse arrabalde enfeitado para nós, com capricho, pela natureza.

         Como é bom amar você!



        Trecho do meu livro "Cheiros da Vida" escrito no transcorrer de 2003 em Arraial do Cabo.

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"CHEIROS DA VIDA" - 76 - JOHN FITZGERALD KENNEDY



         Extraordinário ter acontecido comigo; por um capricho do acaso na tarde de 22 de novembro de 1963 estava livre de compromissos.  Com previsão de dar uma descansada  voltei para o apartamento. A intenção, na verdade, era tirar uma soneca.

          Encontrei a casa cheia. Fernando sentado no  chão brincava com a chave do carro enquanto Luisinho, deitado de lado no beliche, com a cabeça apoiada na mão espalmada sustentada pelo braço flexionado, falavam da política nacional. Papo estranho considerando as ideologias antagônicas  em jogo, principalmente o Luisinho um comunista ferrenho, como é até hoje.

          Acho que Luizinho  ainda acredita em Papai Noel, Coelhinho da Pascoa, etc. Tem , no entanto, algo a seu favor:  um grande profissional, um excepcional amigo e, um admirável caráter – um homem de bem e do bem – esse é meu amigo Luiz Roberto Martins  de Miranda – o grande mestre de todos nós, o Professor Miranda da Coppe-Uferj. Sempre me orgulhei de sua amizade.

          Tirei os sapatos, afofei o travesseiro, atirei-me na cama fechando os olhos  procurando fazer ouvido mouco ao desenvolver  da discussão  sem futuro.

          Ao fundo o som do radinho sempre ligado na Radio Jornal do Brasil, AM é claro, afinal estávamos em 1963.  Tão cansado,  adormeci.

          Não tenho ideia de quanto tempo passou.

          Repentinamente as vozes subiram de tom do mesmo modo que o volume do rádio. Uma edição extraordinária do noticiário dava conta de um fato terrível: o Presidente dos Estados Unidos da América, John Kennedy, acabara de ser assassinado em Dallas no Texas.

          Depois só o locutor era ouvido. A notícia era repetida diversas vezes e poucos detalhes eram  acrescidos. Mais adiante, aos poucos, novos boletins foram sendo expedidos.

          Luisinho logo começou a debitar à direita capitalista americana a autoria do atentado, enquanto Fernando dizia ser um complô internacional para desestabilizar ainda mais a já desestabilizada paz mundial.

          Confesso que minha surpresa não foi tanta, pois não imaginava a possibilidade de um presidente que era contrário à Guerra no Vietnã e, ainda por derradeiro, católico, chegasse ao final do mandato ileso. Afinal tratava-se dos Estados Unidos contumaz algoz de seus presidentes.

          Os dias subsequentes foram impregnados de opiniões, avaliações, e a cada momento  surgiam mais notícias caóticas, desencontradas e sensacionalistas.

          Com o passar dos anos passo, agora, a expressar de maneira consolidada como eu vi tudo isso.

          Quando a comitiva presidencial seguia a uma velocidade de aproximadamente de 15km/h ouviu-se um primeiro disparo que não atingiu o Presidente, batendo numa árvore e mudando sua trajetória.

          Depois mais dois disparos. O terceiro foi fatal para Kennedy atingindo-o em cheio na cabeça – cena patética repetida diversas vezes em vídeo nos últimos quarenta anos - seguida do desespero  de Jaqueline Kennedy se esticando sobre o capô da limusine no esforço obstinado  de coletar fragmentos do cérebro despedaçado  do marido.

          Entre o primeiro e o último o disparo  transcorreram 8,4 segundos.

          No Parkland Hospital Kennedy recebeu a “unção dos enfermos” – sacramento católico.

         Lee Harvey Oswald um 


dos evidentes assassinos foi detido oitenta minutos 


após o atentado; antes de se entregar ainda matou


 o policial J. D. Tippit  Nunca foi julgado, pois foi 


assassinado, ao vivo, durante uma transmissão de 


TV  dois dias após o atentado não tendo tempo de 


prestar nenhum depoimento à polícia de Dallas.

           Em setembro de 1964 as comissões de averiguação concluiu não ser possível afirmar a possibilidade de uma conspiração interna ou, externa, para o fato. Oswald teria agido sozinho...

          Até hoje o caso desperta várias indagações que possivelmente jamais serão elucidadas.

         Ao longo dos últimos anos li muito a respeito desse caso.

         Uma das prováveis hipóteses refere-se ás sociedades secretas que teriam como objetivo elevar seus membros a altas colocações na sociedade, possibilitando eleger determinadas pessoas em posições de poder.

         Corre a premissa  que para ser Presidente dos americanos é fundamental pertencer a uma dessas linhagens “illuminati”. A família Kennedy, ao que parece, seria uma dessas famílias agraciadas.

         Muitos analistas opinam que em sendo verdadeiro esse princípio, nada mais natural que, consequentemente, John Fitzgerald Kennedy teria sido eleito presidente ao início da década de sessenta.

         Kennedy, no entanto, tinha visões e ideias diferentes daquelas dos que detinham, de verdade, o poder.

         Talvez por esse motivo tivesse sido condenado a morrer.

         Não seria nossa tarefa levantar mais questões. Vale o testemunho de quem viveu aqueles dias impregnados de perguntas sem respostas.

         Uma conclusão, porém, é clara: a elite e as 

sociedades secretas lideram o poder na mais 


poderosa nação do mundo.                                   

        Um fato destaca-se como importante: em 27 

de abril de 1961, perante a Associação de Jornais 


Americanos, em Nova York, em transmissão na 


mídia, John Kennedy fez um discurso em que se 


declarava contra as "sociedades secretas", o 


"secretismo", a "manipulação", o que torna mais 


provável a tese de que ele foi mesmo assassinado 


por  esses motivos. 

      Embora ele tenha sido eleito pela elite, 

Kennedy foi corajoso em desafiar a “Illuminati”, 


que pode ser entendido no discurso pronunciado 


com ênfase em 1961. (esse discurso pode ser 


acompanhado na íntegra pelo vídeo cujo endereço 


está postado ao final do capítulo).

    Tenho muito respeito e admiração pela figura 

do Presidente Kennedy. Por outro lado sempre 

senti certa repulsa à atitude fria, ao longo de 

todos os procedimentos, do Vice-Presidente 

Lyndon Johnson.


OBSERVAÇÃO - Em anexo o discurso de 27 de 

abril de 1961:


https://www.youtube.com/watch?v=Gw03zdqqP5A



     Capítulo de meu livro "Cheiros da Vida" escrito em Arraial do Cabo em 2003.