"CHEIROS DA VIDA" - 143 - "MUITO LEAL CIDADE DO RIO DE JANEIRO"
Para escrever os últimos capítulos tive que fazer uma breve pesquisa sobre os fatos que influenciaram a urbanização da Cidade do Rio de Janeiro. Fiquei impressionado com o número de livros que possuo se referindo à história de nossa cidade.
Confesso, deu-me vontade de me dedicar ao assunto e escrever muito sobre o tema, riquíssimo por sinal e, talvez, pelo agitado da vida atual não nos damos conta.
Por exemplo: sempre ouvi e expressão "muy leal cidade". Na verdade o tal "muy" não tem embasamento histórico.
Considerando que a população de nossa cidade se mantivera fiel a Portugal ao longo de toda a dominação espanhola (1580 a 1640), Dom João IV da Coroa Portuguesa distinguiu o Rio com o honroso título de "Muito Leal Cidade do Rio de Janeiro". Com esse ato destaca o Rio muito cedo e, a reconhece como Metrópole em 10 de fevereiro de 1642, concedendo aos cidadãos do Rio de Janeiro através de Alvará o uso e gozo"das honras, privilégios e liberdades de que gozam os cidadãos da Cidade do Porto". Algo extraordinário para época.
Fazia-se justiça ao povo carioca que em sua formação, nos tempos iniciais de vida, travou uma luta desigual, para assegurar à cidade uma digna sobrevivência.
Neste elenco de desafios constava a tarefa de vencer os pântanos, e sobre eles construir ruas e casas, aterrando cada espaço livre num trabalho manual estafante e contínuo. Também para conquista da água não menor desafio se ofereceu à população da recém fundada cidade, a mais nova do país.
Todas essas lutas marcaram a personalidade dos primeiros habitantes de nossa cidade, resultando num forte espírito de independência e dignidade.
O desenvolvimento da cidade, a par da disposição e capacidade de trabalho de seus habitantes, teve como força exclusivamente a iniciativa privada, pois o erário municipal vivia em contínua penúria.
A produção dominante na cidade era o açúcar. O povo produzia açúcar, o açúcar desenvolvia a cidade.
Tudo isso vem a desaguar na grande disposição e capacidade de trabalho dos habitantes do Rio de Janeiro manifestando-se um enorme desenvolvimento da cidade, devido, exclusivamente, à iniciativa privada.
Nesta mesma época Portugal não conseguia minorar a ocupação de Angola e, muito menos retomá-la aos holandeses.
Em 1648, Salvador Correa de Sá e Benavides, primeiro carioca nato a governar esta cidade, atendendo a um apelo de Portugal, num esforço monumental se equipa com navios, munições e armamentos, além de farta quantidade de mantimentos, tudo com recursos oriundos do Rio de Janeiro; após recrutar 900 homens, parte para a África obtendo expressiva vitória e devolvendo, como resultado, Angola à comunidade lusitana.
Estava caracterizada, numa situação real, a extraordinária capacidade de dar e ajudar o próximo, do povo da Guanabara.
O Rio sempre foi invejado por outras cidades. E com isto o JUSCELINO fez a mudança da captal para Brasilia.
ResponderExcluirPincipalmente por vaidade.
Mas não se mexe na História com um decreto. O resultado é que o Brasil,de lá para cá não acertou mais, o passo !!!
Como exemplo, também,lembremos quando o Negrão de Lima suspendeu o feriado de S. Sebastião ! QUE CACA !