por José Carlos Coelho Leal

sábado, 9 de janeiro de 2016

"CHEIROS DA VIDA"  -  142  -  "VIVI INTENSAMENTE AQUELES  ANOS"

          Uma análise sucinta das modificações estruturais que nossa cidade sofreu ao longo dos anos, sempre influenciada pela função histórica que desempenhou a cada momento, me parece oportuna. 
          O Rio de Janeiro foi capital por cerca de duzentos anos até ser transformada no Estado da Guanabara em 1960.
          Quatro momentos com características estruturais diversas tiveram influência no seu desenvolvimento econômico.
          O primeiro momento refere-se aos meados do século XVIII,  quando a capital da então colônia se transfere de Salvador para o Rio de Janeiro. Justificativa: evidentemente baseado em critérios econômicos e colonialistas, por estar localizado nesta cidade o porto mais próximo para o escoamento do ouro extraído em Minas Gerais para Portugal. Era a Coroa Portuguesa ditando as normas.
          O segundo momento, em 1808, quando chega à Capital a família real portuguesa, o que gera uma série  de investimentos na infra-estrutura da cidade, produzindo uma importante reorganização urbana.
          O terceiro momento dá-se nos primórdios do Século XX quando praticamente todo o centro da cidade é reconstruído para dar à cidade características condignas a uma nova e recém instituída capital da República.
          Finalmente o quarto momento quando a
cidade deixa de ser a capital republicana e se transforma no Estado da Guanabara inspirando seus administradores a criar novos projetos e planos com objetivo de modernizar sua organização espacial em uma grande cidade.
          Era  esse momento histórico da cidade que motivava toda uma geração de arquitetos, engenheiros, urbanistas, sociólogos e uma enorme plêiade de especialistas a se dedicarem
com entusiamo enorme a desenvolver uma nova postura no serviço público.
           É com grande orgulho que digo que vivi intensamente aqueles anos que correspondem aos mandatos de Carlos Lacerda e Negrão de Lima.
           Depois veio a "fusão" ou, melhor, a "confusão"... Para mim, um dos piores momentos da "Contra-Revolução"!

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