Além dos sérios problemas econômicos e políticos que afetam nosso país, além da roubalheira institucionalizada nos últimos quatorze anos da esquerda no poder liderada pelo Partido dos Trabalhadores tendo à frente a figura nefasta de Lula, temos sofrido o calor de um verão que baterá, certamente, todos os recordes de temperaturas desde que são feitas aferições estatísticas de seus valores.
Não há como não lembrar dos verões de minha infância e juventude vividos na casa 2 da minha vila querida na Tijuca. Lembro bem: em casa tínhamos apenas um ventilador para espantar o calor. Não era grande, pelo contrário, bem pequeno, talvez vinte centímetros de diâmetro.
Bastava esse fabriqueiro de brisa suave para refrescar a família toda. E à noite com as portas dos quartos e janelas bem abertas, invadia sem-cerimônia o espaço adentro aquele nosso velho conhecido perfume gostoso da mata que nos cercava. As corujas e os outros pássaros da noite faziam um coro que só de lembrar traz uma saudade para apertar o coração. Sou obrigado a reconhecer: morávamos juntinho de um paraíso. E eu, santa ignorância, muitas vezes não trazia até aquela bem-aventurança, colegas de colégio com vergonha do aspecto modesto que tinha minha casa.
Detalhe importante. Este ventilador importado da Itália da marca Marelli, com pompas de eterno, ainda refresca o pessoal que sobe a Serra de Petrópolis em busca de tranquilidade, no sítio do irmão Guido lá em Secretário, em Pedro do Rio, pertinho de Itaipava.
Mais uma foto da minha casa.
Aos fundos a mata do outro lado do
Rio Trapicheiros.
Em primeiro plano as duas janelas
do quarto que partilhava com
meus irmãos Guido Nelson
e Luiz Cesar.
Foto de 2007
Esta casa existe até os dias de hoje.
Nenhum comentário:
Postar um comentário