por José Carlos Coelho Leal

domingo, 29 de maio de 2016

"CHEIROS DA VIDA" - 149 - QUERO IR O MAIS LONGE POSSÍVEL

        No último capítulo me referi à dificuldade na retomada do meu caminho.
        Passados alguns dias a coisa piorou. Encontro-me diante de uma verdadeira encruzada com várias trilhas diferentes e um somatório incalculável de possibilidades e dependências. 
        Tenho urgentemente que optar por um rumo seguro e abrangente.             
        Escolhi essa vereda que se apresenta um tanto tortuosa e está orlada por máquinas e aparelhos de última geração prontos para entrar em operação no sentido de moderniza-la, sendo, no entanto, embargados por pessoas com olhares odiosos que tentam de todos os modos impedir tais serviços. 
       Identifico nesta imagem a situação de nosso pais que por estes dias livrou-se, provisoriamente, da Presidente Dilma que está em processo de Impeachment e afastada do poder.  Se Deus tiver pena do Brasil, e terá, afastada para sempre e, o povo brasileiro definitivamente livre dos treze anos perdidos pelo populismo decorrente do "lulo-petismo" que, entre outras desgraças, gerou uma taxa odiosamente crescente de desemprego que já afeta doze milhões de brasileiros como nós (minha filha está nesse caso; perdeu recentemente o emprego).
          Não adianta pensar nos outros roteiros. Este é o que tenho para trilhar e nele vou ter que, como todos os brasileiros, fazer a melhor   caminhada possível, certamente com a ajuda de meu Deus.
           Em confronto com essa situação negativa, nossa história alicerçada nos "cheiros da vida" está atravessando um momento maravilhoso. O casamento e a carreira perfilam-se lado a lado, dando os primeiros passos no desenvolvimento de um enredo que já dura exatos cinquenta e um anos. Vêm à memoria fatos e efemérides que marcaram meu sentir ao longo de todos esses inesquecíveis anos. Tais lembranças não podem ser descartadas. Devem ser relembradas e passadas às novas gerações. 
          Que não repitam, os mais jovens, as bobagens que cometemos e estejam atentos para escrever uma história renovada, afastando-se de ideologias que jamais foram nossas e, sorrateiramente, estão sendo covardemente, lançadas na calada-da-noite, atingindo corações e mentes em formação, inclusive, financiando tais iniciativas através de uma corrupção abominável e pusilânime.                     Assim inoculam na juventude, com a mais sínica desfaçatez, propósitos totalitários fantasiados de "democracia".
              Como  esses anos passaram rápido? Como permitimos o germinar destas ideologias espúrias? A mentira, a propaganda subliminar repetida à exaustão, o estatismo perverso aniquilam gerações inteiras a favor da ganância de poucos.
           Como regredimos! Principalmente nesses últimos quatorze anos...
           Apesar de tudo, venham degustar tudo de bom que fizemos e aproveitar comigo, com desvelo, os poucos anos que ainda possivelmente disponho para testemunhar tudo que vivi e tentarmos juntos, na medida do possível, apagar esse quadro que vem destruindo o amor-próprio de toda uma nação. 
           Vai ser bom para mim; ótimo, principalmente para o meus jovens leitores, que felizmente, são muitos.
           Quero ir o mais longe possível. Deus me ajudará. Estes quase setenta e sete anos que já vivi não podem ficar no esquecimento. 
           Não, para mim.
          





  

Nenhum comentário:

Postar um comentário