por José Carlos Coelho Leal

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

"CHEIROS DA VIDA" - 121 - O IMPASSE




           Estabeleceu-se um impasse que vem se prolongando há dias. Faz tempo que postei meu último texto. Não desisti da empreitada a que me propus; longe disso.

           Com isso, meus leitores cativos, em bom número, me abandonaram. Espero em breve tê-los de volta


          Ao me propor essa missão assumi o compromisso com a verdade e a autenticidade dos fatos narrados. A única ressalva refere-se que tudo que nestes dois livros estão escritos obedecem à minha visão dos acontecimentos, como os vivi, como os senti, procurando sempre que possível analisar o contraditório e concluir o capítulo com minha visão pessoal dos fatos.


          Jamais pretendi ser o "dono da verdade" mas, seria falso comigo mesmo me submeter à versões impostas, viessem das fontes que viessem.  


         Minha história está se reportando ao ano de 1965. O movimento militar de derrubada do "Governo João Goulart", pelo meu ponto de vista, foi a única solução possível ante o  quadro de destruição da democracia e da ordem que vinha planejadamente se impondo através da desordem pública, falta de segurança para o trabalho produtivo, a estagnação econômica e, completando o quadro de desordem geral, o pior inimigo a enfrentar: a corrupção. Tudo isso envolto numa tentativa de impor ao país uma ideologia socialista (comunista) nos moldes dos mais totalitários regimes que graçavam pelo mundo.


          Na verdade já escrevi em capítulos anteriores que penso que a verdadeira revolução estava sendo implantada pelo governo de então. João Goulart, sem o entusiamos dos grandes líderes tentava implantar as chamadas "Reformas de Base" que no seu cerne encarnava uma Revolução Socialista na maior nação da América do Sul, nos moldes da Revolução Cubana adaptada para as dimensões continentais do Brasil.

           A intervenção militar com apoio maciço da classe-média, aquela que realmente sustenta a nação pagando, sem opção, seus impostos, visava abortar tal iniciativa. Por esse motivo intitulo esse movimento de Contra-Revolução de 1964.

           Essas minhas opiniões representam apenas o modo de interpretar a história daqueles momentos como depoimento de uma testemunha que acompanhou cada segundo daquele momento histórico, não de de um especialista e sim de um simples cidadão que vê, analisa e tira suas conclusões.

          Aqui vale transcrever uma passagem do livro de Elio Gaspari - "A Ditadura Envergonhada", ele próprio citando um comentário do general Ernesto Geisel em 1981:
"O que houve em 1964 não foi uma revolução. As revoluções fazem-se por uma ideia, em favor de uma doutrina. Nós simplesmente fizemos um movimento para derrubar João Goulart. Foi um movimento contra e não por alguma coisa. Era contra a subversão, contra a corrupção. Em primeiro lugar nem a subversão, nem a corrupção acabam. Você pode reprimi-las, mas não as destruirá. Era algo destinado a corrigir, não a construir algo novo, e isso não é revolução".

           Talvez essa frase explique muita coisa que não deu certo com a Contra-Revolução de 1964.

          Outro fato importante tratado nesse livro se refere a existente linha dura que dividia o movimento militar e, de certo modo, se contrapunha ao desejo do presidente Castello Branco que pretendia limitar os poderes excepcionais que dispunha, para normalizar a vida política nacional. Castello dizia: "o clima provocado pelas cassações é pior do que a Inquisição".

           Ainda nesse livro Gaspari comenta que Castello demorava demais sobre os problemas. Quando decidia sobre uma ação ela já se mostrava inócua.

           A situação que vive o país, hoje, é semelhante e, sob certo ponto de vista, muito pior que aquela. Temos que ter uma opção clara a defender tendo em vista o futuro de nossos filhos, netos e, para vários de nós,  bisnetos...

          Este panorama histórico-econômico-político tem ocupado todos os escaninhos de minha memória. Devo chegar rapidamente a uma conclusão para nortear meu pensamento atual. Livre dessa missão estarei apto a voltar a recordar tudo de bom que a vida me proporcionou na medida maior do que merecia,


          Já e já estarei de volta...

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sábado, 8 de novembro de 2014

"CHEIROS DA VIDA" - 120 - ESTÁ DIFÍCIL A RETOMADA DE MEU CAMINHO...




          Está difícil a retomada de meu caminho de escritor bissexto. Ainda não assimilei totalmente e, com racionalidade, os últimos acontecimentos políticos em nosso país de modo a deixar meu coração tranquilo quanto ao porvir de nosso Brasil e de nossos descendentes.

          Muitas perguntas permanecem sem resposta:

          - Eduardo Campos foi assassinado? De quem é a responsabilidade?

          - O sistema eleitoral de coleta de votos é confiável? Por que só no Brasil é adotado?

          - O resultado da apuração foi uma fraude? 

          - Os responsáveis pelo "Mensalão" vão continuar soltos por esse Supremo cooptado e imoral?

         - E o "Petrolão"? Como fica?

         - E as obras financiadas pelo BNDES em países sob regimes autoritários de "esquerda" não serão questionadas?

         - Existirá uma oposição de fato ou, de "mentirinha" como até aqui, nos moldes do que aconteceu nesses últimos doze anos?

         - Gostaria de saber, ainda, quando o senhor Lula irá explicar ao grande público brasileiro a que se referia quando numa palestra partidária, transmitida pela televisão, declarou, colocando as mãos no ombro de dona Dilma: "...eles não sabem do que seremos capazes de fazer para re-eleger você, Dilma, presidenta do Brasil!!!". Bem como gostaria que Dilma viesse esclarecer sua frase: "..para ganhar uma eleição fazemos o diabo!!! ". Será que estarão aptos a responder ou, pensam eles com desprezo: foi isso mesmo que dissemos, com toda a clareza;

          - Quando "lulinha" poderá vir a público explicar toda a origem de seu imenso patrimônio, ele, que há pouco tempo era um simples auxiliar de um zoológico de São Paulo?

          - E a Constituição, dita Cidadã: por quantas vezes ainda irá ser rasgada por essa verdadeira quadrilha que vem dilapidando o patrimônio público?

         Teria uma verdadeira ladainha de indagações que só o futuro esclarecerá. Ficam registrados, nesses escritos, meu sentimento atual. 

         É necessária muita força para prosseguir. 

         Vou tentar seguir minha história. Essa perguntas, no entanto,  continuam revolvendo meus pensamentos. Vamos voltar a 1965 onde parei o meu relato. Diferente do que sinto hoje, época de muitas felicidades e esperanças.

        Acho que rememorar aqueles dias me fará bem. Talvez minore essa angustia que invade meu coração.


quarta-feira, 5 de novembro de 2014

E X T R A - Apesar de estar morando na Barra da TIJUCA...




          Apesar de "estar morando" na BARRA DA TIJUCA...


A TIJUCA , e' o único bairro do Rio de Janeiro
que possui GENTÍLICO- TIJUCANO. 
Portanto ser CAJUTI ou TIJUCANO ,
não é para qualquer um
Eu , sou TIJUCANO.
Afinal estou morando na Barra da "TIJUCA"...