por José Carlos Coelho Leal

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"CHEIROS DA VIDA" - 119 - MINHAS PREOCUPAÇÕES E A DEBACLE





          No capítulo anterior me detive a comentar as preocupações que ocupavam meus pensamentos quanto aos riscos provenientes de doze anos de total domínio do PT na política e no comando da nação.

        O Brasil tem sido dirigido por um governo amoral, quando não imoral, levando a nação a um estágio degradante, com baixa em todos os "índices" duramente conquistados com muita luta e esforço do povo brasileiro ao longo de várias décadas.

        A demagogia, o populismo irresponsável e eleitoreiro, a corrupção desabrida, a invasão planejada das empresas públicas,  cabide de empregos para sindicalistas profissionais e, o abandono da meritocracia a favor do compadrio, jogaram por terra todo o orgulho e esperança nacionais.

        Ao que parece não estava errado em minhas previsões. Enfim, perdi muito tempo tentando convencer meio mundo da seriedade do momento político e da responsabilidade de todos nós no salvamento do porvir dessa nação.

        Foi em vão o meu esforço...

        É melhor voltar às minhas histórias e a meu Blog que restaram abandonados nos últimos trinta dias.

        Antes porém, uma última reflexão política: para mim, o principal responsável pela debacle da nação foi a postura do PSDB  que ao longo destes doze últimos anos, em tempo algum, soube exercer com a veemência que a situação exigia, uma função de oposição, sem a qual a democracia se escoa pelo ralo como lama na sarjeta.

       O "Lulismo" se desenvolveu sem embaraços tomando de assalto todos os poderes, inclusive o principal: o judiciário.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

EX T R A - JAMAIS GOSTARIA...

JAMAIS GOSTARIA DE UM DIA, COMO OUTRO QUALQUER, TER RECEBIDO ESTE E-MAIL...


  NOTA - Aconteceu com minha

 neta na saída das aulas na UFRJ

 na Urca às 20 horas. O e-mail é 

 transcrito a seguir.



Esta situação de nosso país é revoltante.

 ZK
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                          


Acabei de ser assaltada. Essa frase não é nova na sua timeline. Principalmente se você mora no Rio de Janeiro.

 Eu fui assaltada. Levaram meus pequenos pertences que eu tentei alertar: "não tem nada de valor, moço, tem meu caderno, o celular vagabun..." e levei um soco na cara. Um soco na boca que está que nem 1/4 da da Jolie agora, sangrando e enorme de inchada. 

Fui agredida, subtraída, traída. Traída pela cidade que eu já amei tanto morar. Traída por um governo covarde. Traída por uma justiça vexaminosa. Traída complexamente por uma sociedade conformada, acuada, humilhada. 

Fui - mais uma vez - dada como otária. Mas tá passando a novela do Manoel Carlos. E que lindo o Leblon. E o policial me disse também: sorte sua que você está viva!! Que realidade louca a que temos que nos sentir sortudos em uma outra pessoa não tirar a nossa vida quando a gente sai da faculdade com mais três amigas, e só roubar nossas coisas e nos dar um soco gratuito no rosto. É muita tristeza. só isso. Tristeza funda. Tristeza sem jeito. 

É a terceira vez que sou assaltada só em 2014. To colecionando BOs. "Depois a gente bate num vagabundo desse até ele aprender e nego reclama" foi o que disse o policial (nas duas vezes em que pedi ajuda a eles) e eu tive vontade de me desculpar ao ladrão. "não precisa ir atrás não, moço". a culpa não é do ladrão. mas também não é minha. Ou é? é de quem? e ai? dá próxima vez, eu fico na minha. reclamo no ouvido dos meus pais. 

A ultima coisa que quero é multiplicar a violência que recebi. documento, dinheiro, pertences, caderno, uma boca. Isso tudo se recupera. ainda estou viva! a cabeça - mesmo que confusa agora - funciona bem! só não consigo mais recuperar o tesão de ficar aqui nessa cidade. sei que voltarei a andar em pânico pelas ruas, me assustando quando um amigo vier falar oi "de surpresa" na rua. é isso que somos obrigados a entubar. esperar o próximo assalto. ou o próximo jogo no maracanã. enquanto a educação, os hospitais, o asfalto, a organização, a cultura... 

Somos reféns de nós mesmos. e vai ter copa!...

Gabriela Giffoni Leal de Souza

sábado, 4 de outubro de 2014

EXTRA - A TOMADA DO PODER

A TOMADA DO PODER
GRAMSCI E A COMUNIZAÇÃO DO BRASIL
Por Anatoli Oliynik
Em lugar algum no mundo o pensamento de Gramsci foi tão disciplinadamente aplicado como está sendo no Brasil, agora pelo PT, cuja nomenklatura governamental segue com rigor as orientações emanadas dosintelectualóides uspianos que dirigem o Foro de São Paulo e que têm como cartilha os Cadernos do Cárcere, de Gramsci.
Quem não está familiarizado com as ideologias políticas, por certo estará perguntando: Quem foi Gramsci e qual sua relação com o comunismo brasileiro?
Antonio Gramsci (1891-1937), pensador e político foi um dos fundadores do Partido Comunista Italiano em 1921, e o primeiro teórico marxista a defender que a revolução na Europa Ocidental teria que se desviar muito do rumo seguido pelos bolcheviques russos, capitaneados por Vladimir Illitch Ulianov Lênin (1870-1924) e seguido por Iossif Vissirianovitch Djugatchvili Stalin (1879-1953).
Durante sua prisão na Itália em 1926, que se prolongou até 1935, escreveu inúmeros textos sobre o comunismo os quais começaram a ser publicados por partes na década de 30, e integralmente em 1975, sob o título Cadernos do Cárcere. Esta publicação, difundida em vários continentes, passou a ser o catecismo das esquerdas, que viram nela uma forma muito mais potente de realizar o velho sonho de implantar o totalitarismo, sem que fosse necessário o derramamento de sangue, como ocorreu na Rússia, na China, em Cuba, no Leste Europeu, na Coréia do Norte, no Camboja e no Vietnã do Norte, países que se tornaram vítimas da loucura coletiva detonada por ideólogos mentecaptos.
Gramsci professava que a implantação do comunismo não deve se dar pela força, como aconteceu na Rússia, mas de forma pacífica e sorrateira, infiltrando, lenta e gradualmente, a idéia revolucionária.
A estratégia é utilizar-se de diplomas legais e de ações políticas que sejam docilmente aceitas pelo povo, entorpecendo consciências e massificando a sociedade com uma propaganda subliminar, imperceptível aos mais incautos que, a priori, representam a grande maioria da população, de modo que, entorpecidos pelo melífluo discurso gramsciano, as consciências já não possam mais perceber o engodo em que estão sendo envolvidas.
A originalidade da tese de Gramsci reside na substituição da noção de “ditadura do proletariado” por “hegemonia do proletariado” e “ocupação de espaços”, cuja classe, por sua vez, deveria ser, ao mesmo tempo, dirigente e dominante. Defendia que toda tomada de poder só pode ser feita com alianças e que o trabalho da classe revolucionária deve ser primeiramente, político e intelectual.
A doutora Marli Nogueira, juíza do trabalho em Brasília, e estudiosa do assunto, nos dá a seguinte explicação sobre a “hegemonia”:
“A hegemonia consiste na criação de uma mentalidade uniforme em torno de determinadas questões, fazendo com que a população acredite ser correta esta ou aquela medida, este ou aquele critério, esta ou aquela ´análise da situação´, de modo que quando o comunismo tiver tomado o poder, já não haja qualquer resistência. Isto deve ser feito, segundo ensina Gramsci, a partir de diretrizes indicadas pelo ´intelectual coletivo´ (o partido), que as dissemina pelos ´intelectuais orgânicos´ (ou formadores de opinião), sendo estes constituídos de intelectualóides de toda sorte, como professores – principalmente universitários (porque o jovem é um caldo de cultura excelente para isso), a mídia (jornalistas também intelectualóides) e o mercado editorial (autores de igual espécie), os quais, então, se encarregam de distribuí-las pela população”.
Quanto à “ocupação de espaços”, pode ser claramente vislumbrada pela nomeação de mais de 20 mil cargos de confiança pelo PT em todo o território brasileiro, cujos detentores desses cargos, militantes congênitos, têm a missão de fazer a acontecer a “hegemonia”.
Retornando a Gramsci e segundo ele, os principais objetivos de luta pela mudança são conquistar, um após outro, todos os instrumentos de difusão ideológica (escolas, universidades, editoras, meios de comunicação social, artistas, sindicatos etc.), uma vez que, os principais confrontos ocorrem na esfera cultural e não nas fábricas, nas ruas ou nos quartéis. O proletariado precisa transformar-se em força cultural e política, dirigente dentro de um sistema de alianças, antes de atrever-se a atacar o poder do Estado-burguês. E o partido deve adaptar sua tática a esses preceitos, sem receio de parecer que não é revolucionário. Isso o povo brasileiro não está percebendo, pois suas mentes já foram entorpecidas pelo governo revolucionário que está no poder.
Desta forma, Gramsci abandonou a generalizada tese marxista de uma crise catastrófica que permitiria, como um relâmpago, uma bem sucedida intervenção de uma vanguarda revolucionária organizada. Ou seja, uma intervenção do Partido. Para ele, nem a mais severa recessão do capitalismo levaria à revolução, como não a induziria nenhuma crise econômica, a menos que, antes, tenha havido uma preparação ideológica. É exatamente isto que está acontecendo no presente momento aqui no Brasil: A preparação ideológica. E está em fase muito adiantada, diga-se de passagem.
Segundo a doutora Marli Nogueira:
“Uma vez superada a opinião que essa mesma sociedade tinha a respeito de várias questões, atinge-se o que Gramsci denominava ´superação do senso-comum´, que outra coisa não é senão a hegemonia de pensamento. Cada um de nós passa, assim, a ser um ventríloquo a repetir, impensadamente, as opiniões que já vêm prontas do forno ideológico comunista.E quando chegar a hora de dizer ´agora estamos prontos para ter realmente uma ´democracia´ (que, na verdade, nada mais é do que a ditadura do partido), aceitaremos também qualquer medida que nos leve a esse rumo, seja ela a demolição de instituições, seja ela a abolição da propriedade privada, seja ela o fim mesmo da democracia como sempre a entendemos até então, acreditando que será muito normal que essa ´volta à democracia´ se faça por decretos, leis ou reformas constitucionais”.
Lênin sustentava que a revolução deveria começar pela tomada do Estado para, a partir daí, transformar a sociedade. Gramsci inverteu esses termos: a revolução deveria começar pela transformação da sociedade, privando a classe dominante da direção da “sociedade civil” e, só então, atacar o poder do Estado. Sem essa prévia “revolução do espírito”, toda e qualquer vitória comunista seria efêmera.
Para tanto, Gramsci definiu a sociedade como “um complexo sistema de relações ideais e culturais” onde a batalha deveria ser travada no plano das idéias religiosas, filosóficas, científicas, artísticas etc. Por essa razão, a caminhada ao socialismo proposta por Gramsci não passava pelos proletariados de Marx e Lênin e nem pelos camponeses de Mão Tse Tung, e sim pelos intelectuais, pela classe média, pelos estudantes, pela cultura, pela educação e pelo efeito multiplicador dos meios de comunicação social, buscando, por meio de métodos persuasivos, sugestivos ou compulsivos, mudar a mentalidade, desvinculando-a do sistema de valores tradicionais, para implantar os valores da ideologia comunista.
Fidel Castro, com certeza, foi o último dinossauro a adotar os métodos de Lênin. Poder-se-á dizer que Fidel é o último dos moicanos às avessas considerando que seus discípulos Lula, Morales, Kirchner, Vasquez e Zapatero, estão aplicando, com sucesso, as teses do Caderno do Cárcere, de Antônio Gramsci. Chávez, o troglodita venezuelano, optou pelo poder força bruta e fraudes eleitorais. No Brasil, por via das dúvidas, mantêm-se ativo e de prontidão o MST e a Via Campesina, como salvaguarda, caso tenham que optar pela revolução cruenta que é a estratégia leninista.
Todos os valores que a civilização ocidental construiu ao longo de milênios vêm sendo sistematicamente derrubados, sob o olhar complacente de todos os brasileiros, os quais, por uma inocência pueril, seja pelo resultado de uma proposital fraqueza do ensino, seja por uma ignorância dos reais intentos das esquerdas, nem mesmo se dão conta de que é a sobrevivência da própria sociedade que está sendo destruída.
Perdidos esses valores, não sobra sequer espaço para a indignação que, em outros tempos, brotaria instantaneamente do simples fato de se tomar conhecimento dos últimos acontecimentos envolvendo escancaradas corrupções em todos os níveis do Estado..
entorpecimento da razão humana, com o conseqüente distanciamento entre governantes e governados, já atingiu um ponto tal que, se não impossibilitou, pelo menos tornou extremamente difícil qualquer tipo de reação por parte do povo.
Estando os órgãos responsáveis pela sua defesa –imprensa, associações civis, empresariado, clero, entre outros – totalmente dominados pelo sistema de governo gramsciano que há anos comanda o País, o resultado não poderia ser outro: a absoluta indefensabilidade do povo brasileiro. A este, alternativa não resta senão a de assistir, inerme e inerte, aos abusos e desmandos daqueles que, por dever de ofício, deveriam protegê-lo em todos os sentidos.
A verdade é que os velhos métodos para implantação do socialismo-comunismo foram definitivamente sepultados. Um novo paradigma está sendo adotado, cuja força avassaladora está sendo menosprezada, e o que é pior, nem percebido pelo povo brasileiro.
O Brasil está sendo transformado, pelas esquerdas, num laboratório político do pensamento de Gramsci sob a batuta de Lula, o aluno aplicado, e a tutela do Foro de São Paulo.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

"CHEIROS DA VIDA" - 118 - ESPERO ESTAR COMPLETAMENTE EQUIVOCADO





          Desde 2003, com a eleição de Lula, vejo com preocupação a situação do Brasil rumo ao futuro. 

          Chegada a semana derradeira da Campanha Presidencial de 2014 concluo que a situação do país é mais melindrosa do que o mais pessimista prognóstico que poderia fazer naqueles primórdios da tomada do poder por parte do Partido dos Trabalhadores - PT.

          Arrisco afirmar que a situação do país é mais delicada do que aquela de 1964. Naquela ocasião, já homem feito, acompanhei cada passo dos movimentos políticos, ideológicos e militares.

          Nossa Nação saiu machucada porém, livre de uma ameaça de radicalização de esquerda, essa sim a verdadeira causa da revolução e não a verdade que querem impingir ao jovem povo brasileiro que a ação do governo de então foi sufocada pelos militares.  e que os "patriotas" foram presos, torturados e exilados covardemente.

          Naquela oportunidade a verdadeira revolução era liderada pelo Governo João Goulart  que enfrentou a Conta-Revolução liderada pelos militares com apoio maciço do povo laborioso de nossa terra, pondo abaixo um plano socialista utópico dominada pelo sindicalismo depravado e sórdido.

         Uma única pergunta: caso fossem vencedoras as ditas esquerdas defensoras da ditadura do proletariado qual seria o desfecho daqueles anos?  Basta consultar o que aconteceu em Cuba e, mais recentemente, na Venezuela, para saber a resposta.

          Voltando aos dias atuais me parece que qualquer que seja o resultado do Pleito de 2014 o Brasil estará numa crise sem precedentes que mal posso adivinhar o desfecho.

           Ainda restam alguma horas para as cabeças pensantes desse país impor uma verdade que o povo, em geral, não conhece e é mantido na ignorância devido a doze anos de um governo corrupto ao extremo, inescrupuloso, violento, mentiroso e apátrida.

          Confesso que jamais, até essa idade de 75 anos, pudesse esperar dias tão amargos como os que virão, ademais que o sistema das eleições digitalizadas não conseguem garantir a lisura da apurações.

          Só uma graça divina poderá iluminar as cabeças e mentes dos brasileiros para salvar nosso Brasil. Afastar o PT do poder é condição necessária, infelizmente, não suficiente.

          ESPERO  COM VEEMÊNCIA QUE EU ESTEJA COMPLETAMENTE ERRADO.