por José Carlos Coelho Leal
terça-feira, 31 de dezembro de 2013
PARA ENCERRAR O ANO DE 2013 - VERSOS DE CORA CORALINA
"NÃO SEI... SE A VIDA É CURTA OU LONGA DEMAIS PARA NÓS / MAS SEI QUE NADA DO QUE VIVEMOS TEM SENTIDO / SE NÃO TOCARMOS O CORAÇÃO DAS PESSOAS."
Cora Coralina
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
"ATÉ LOGO" SAUDOSO À MINHA CUNHADA MARIA HELENA
Faleceu ontem, aos 78 anos, minha querida cunhada Maria Helena Bittencourt Leal
Nessa pequena homenagem para você, segue meu preito de alegria, ternura e gratidão.
Alegria de saber que nesse momento você está ao lado direito de Deus.
Ternura ao recordar todo o carinho que você dedicou, sem medidas, a toda as nossas famílias, aos seus amigos e, principalmente a seus filhos, cunhados, sobrinhos, netos. A fidelidade e dedicação à sua fé e ao próximo.
Gratidão, por ter feito meu saudoso irmão Luiz Cesar muito feliz no tempo que esteve entre nós.
Descanse em paz minha "irmã", como você mesma se tratava, após o falecimento do Luiz. Você foi e será sempre a irmã que jamais tive.
Um beijo carinhoso e, interceda por todos nós desde onde você esteja.
Ia esquecendo, sentirei muita falta das deliciosas "ambrosias"; iguais aquelas que você fazia nos tempos de Arraial do Cabo. E, nestes tempos de Natal, as rabanadas não terão o mesmo gosto.
Um beijo e todo o afeto de seu cunhado e irmão / Zé Karlos
Nas fotos a seguir dois momentos por volta de 2007. Um instante de descontração em aniversário de um sobrinho (a) e, no Restaurante Mama Flora em Cabo Frio.
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
E X T R A - A GRANDEZA DE GUSTAV MAHLER E A SENSIBILIDADE DE LEONARD BERNSTEIN
FINAL DA SEGUNDA SINFONIA - A SINFONIA DA RESSURREIÇÃO (a primeira a unir vozes e instrumental; concluída, após várias interrupções, em 1894)
VEJA EM:
http://www.youtube.com/watch?v=rECVyN5D60I
VALE AINDA CONFERIR A TAMBÉM MAGNÍFICA VERSÃO DE SIMON RATTLE
VEJA EM:
http://www.youtube.com/watch?v=5nkM33CorIw
VEJA EM:
http://www.youtube.com/watch?v=rECVyN5D60I
VALE AINDA CONFERIR A TAMBÉM MAGNÍFICA VERSÃO DE SIMON RATTLE
VEJA EM:
http://www.youtube.com/watch?v=5nkM33CorIw
quarta-feira, 18 de dezembro de 2013
"CHEIROS DA VIDA" - 82 - "SURPRESAS DO MUNDO DOS NEGÓCIOS!."
Não havia dúvida. Estava bem ciente da "mancada" cometida ao aceitar o cheque equivalente ao valor pago pelo sinal e início de pagamento na compra do apartamento. Talvez premido pelas circunstâncias do momento aceitei-o sem maiores indagações ou refutações.
Faltava ouvir as explicações reais do "arquiteto afetado", pois um novo detalhe, acontecido na véspera me despertava curiosidade e, por que não dizer, bastante indignação.
Contrariando o que vinha fazendo ultimamente passei pela Rua Dezesseis de Março e, logicamente, em frente à obra, reparando que haviam retomado aos serviços de montagem do estande e também da construção do indigitado prédio. Um movimento desusado para uma empresa prestes a fechar.
Terminei a aula das sete no Colégio Werneck e, passando pelo CEPES, deixei por lá meu paletó. O dia lindo e com sol forte, somados à forte tensão gerada pelos acontecimentos, me aqueceram de tal modo que começava a transpirar em abundância.
Uma rápida passagem pela Faculdade para assistir pouco mais de meia-hora de aula, assinar a lista de presença, engolir um café para enganar a fome.
Se nada aprendesse em Petrópolis, ao menos poderia me transformar em faquir, muito em moda na época. Exibindo-se no Cineac-Trianon, passando dias sem comer, em troca de polpudos cachês pagos pela plebe inculta - o Silk era o mais conhecido deles - diziam pelos jornais, rádios e televisão estar competindo para bater o record mundial de dias sem comer; tudo apoiado por uma propaganda maciça encobertando mais uma "marotagem" para ganhar dinheiro.
Já passava bastante das nove e, certamente, "meu grande amigo" já devia estar presente em seu escritório cheio de pompas e circunstâncias. Em poucos minutos estava diante dele.
- Como vão as coisas?
- Professor Leal,você não imagina como foram difíceis esses últimos dias! Muito trabalho, muitas reuniões, muitos contatos, muitos cálculos e contas; finalmente, acho que conseguimos vencer a crise.
- Como assim?
- Conseguimos "dar a volta por cima" e com nova injeção de capital, relançar o edifício, agora, como "edifício comercial". Aliás essa era minha ideia desde o começo.
- Não acredito! Naquela tarde você disse que a "situação era insustentável"; acrescentou que a situação política do país não oferecia garantia para novos negócios. Ao que sei a situação política, de lá para cá, só piorou. Trata-se de um milagre. Aconteceu um autêntico milagre com vocês.
- São "surpresas do mundo dos negócios". Temos que estar atentos e não desperdiçar as oportunidades apresentadas por cada conjuntura.
- Então se está tudo bem você pode cumprir a lei devolvendo-me em dobro o valor pago por mim.
- Isso não vai acontecer!
- Por que não?
- Você aceitou o distrato naquelas condições de receber apenas o valor pago. Fez isso quando endossou o cheque assinando em baixo do que estava escrito no verso, sem ler...
-Como é?
- Isso mesmo que você ouviu.
- As coisas não podem ser assim!
- Infelizmente, para você, terá de ser assim. Muito simples: pode, se quiser, recorrer à justiça onde você perderá. Só isso tenho a dizer. Passar bem!
- Isso é uma grande sacanagem!
- NÃO, SÃO NEGÓCIOS!!!...
Imaginem com saí dali.
Impossível imaginar...
Trecho do meu livro "Cheiros da Vida" escrito em Arraial do Cabo em 2003.
sábado, 14 de dezembro de 2013
E X T R A - UMA DAS MAIS LINDAS CENAS DE FILMES ANTIGOS
"THE EDDY DUCHIN STORY"
no Brasil "MELODIA IMORTAL"
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
"CHEIROS DA VIDA" - 81 - A CAMINHO DO CAOS
Apesar de envolvido pela minha "guerra particular", sentia que aquele ano de 1963 trazia uma carga pesada na área politica que atingia a todos nós. A partir de certo ponto passei a me informar mais, pois, afinal eu era um cidadão brasileiro e teria que tomar uma posição consciente dentro daquele conflito que certamente seria longo e penoso.
Assim pensava, e, assim foi...
A posse do Sr. João Goulart como Presidente do Brasil, com amplos poderes, jamais foi suficiente para contornar, como imaginavam as "raposas da política", a crise institucional que se formava desde a renuncia de Jânio Quadros em 25 de agosto de 1961 - Dia do Soldado.
Havia uma grande massa pensante, formada principalmente pela "classe média", que pouca coisa boa esperava do novo governo. Pelo contrário, pairava no ar uma certa aflição quanto à aplicação das chamadas "Reformas de Base" a todo momento apregoadas pelo novel governo.
Aqueles que apostaram no descontrole total do governo não precisaram de muito tempo para constatar que suas previsões se concretizavam.
Era notória a falta de pulso de Jango, seu fastio pelo exercício do poder que, ao ser pressionado por todos os lados a todos desejava contentar, e, nessa impossível conciliação se tornava, dia-a-dia, mais refém dos radicais da "esquerda" que tentavam, já há algum tempo a "comunização" do país.
Influindo diretamente nos atos do Presidente estava seu cunhado Leonel Brizola, então deputado federal, somado ao fato que na anterior eleição parlamentar sobreveio um aumento significativo da bancada esquerdista que transformou o Congresso num barril de pólvora.
Brizola, ele próprio, passou a organizar "células" à maneira dos sovietes, alcunhando-as de "Grupo dos Onze" em alusão ao grupo de pessoas que compunham cada célula.
Começaram a eclodir movimentos violentos em vários pontos do país sendo o mais sério aquele acontecido no campo em função da atuação, apoiada pelo governo, das Ligas Camponesas liderada pelo deputado Francisco Julião. A luta armada entre camponeses e proprietários, com invasões de terras, gerou um número elevado de mortes de ambas facções.
Por outro lado aumentou o questionamento no setor estudantil em torno da UNE - União Nacional dos Estudantes, presidida à época por José Serra. Mais intelectualizada e com planos mais consistentes, a UNE não escapou, todavia, da infiltração comunista, o que a colocava como alvo preferido dos ataque dos extremados da direita.
Paralelamente, um grupo de teatro encenava peças com conteúdo revolucionário, com vistas ao apregoado sucesso da "revolução cubana".
Entusiasmado o presidente Goulart sentia-se empolgado com tais correntes e nem sequer imaginava que, na sua força, estavam os próprios germes da destruição de seu governo
- Trecho de meu livro "Cheiros da Vida" escrito em Arraial do Cabo em 2003
sábado, 7 de dezembro de 2013
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