por José Carlos Coelho Leal

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

"CHEIROS DA VIDA" - 151 - REPLETA DE ALEGRIA NOVAMENTE





          No capítulo anterior me referi:"...a doença que parece estar procurando  outros caminhos para atacar...".

          Aconteceu. Foram descobertos nódulos nos meus dois pulmões, certamente coisa recente, metástase do câncer que ocasionou a retirada radical de minha próstata e bexiga. 

             Mais uma batalha que  já estou enfrentando - quimioterapia com sessões sempre as terças-feiras - com todas as naturais consequências. Mais um vez vale minha frase do momento "Ninguém chega aos setenta e sete anos impunemente". Este é o preço a pagar. Vou pagar moeda por moeda e, ao final, ainda vou querer troco. Isso vou...

          Não vou querer parar a minha história na melhor fase: estava revivendo o início da vida de casado, os primeiros sucessos profissionais, os filhos que foram vindo devagarinho, um monte de conquistas saboreadas com bastante deleite, as novas amizades muitas delas para sempre e os normais tropeços que a vida corrente nos apresenta.

          Os domingos eram, quase sempre, passados integralmente na casa de meus sogros Nice e Mário. Juntos meus cunhados Elisepte e Carlos Alberto, Verinha e Luiz Mário e os de casa Tia Célia (Tité) e Paulo meu cunhado mais velho e ainda, até então, solteiro. Quase sempre também presentes os agregados  familiares Vera (madrinha de Crisma da Tania), Bilulú e Didi, todas já senhoras sendo que as duas últimas, conhecidas por seus apelidos, tinham o mesmo nome Maria Adelaide. 

          Para Nice, Célia e Mário não deixava de ser uma festa ter os três filhos de volta ao lar pelo menos por um fim de semana já que Carlos Alberto em fevereiro, Luiz Mário em abril e Tania em julho deixaram, num intervalo de cinco meses a casa vazia. 1965 foi um ano de casamentos naquela família Curty Giffoni.

          Elisepte ficou grávida logo e, em dois de dezembro de 1965, nascia meu sobrinho Luiz Paulo começando a reencher a casa com os netos que viriam em sequência. Com o decorrer dos anos foram dez os que iriam brincar nos jardins daquela casa acolhedora, contando com os dois decorrentes do casamento de Heloisa e Paulo Cezar em 1969. Muita festa e contentamento  nos esperava logo, logo...

          Depois do Luiz Paulo (Iba) vieram: Tóia, Paulo Mário (Mazzo), Claudia, Luiz Henrique (Ique), Alexandre (Xande). Bruno, Alexandra (Xanda), Ricardo (Rico) e Bernardo (Bê).

          Nos domingos o aconchego da Rua Morais e Silva, 19, casa de Nice e Mário, ficava repleto de alegria novamente.