por José Carlos Coelho Leal
sábado, 11 de junho de 2016
"CHEIROS DA VIDA" - 150 - "BREVE, OU LONGA ?..."
Se a vida é breve ou longa, depende do momento que vivemos.
Os seis dias que vivi numa UTI, em agosto de 2015, foram os mais longos, duros, tristes, solitários e sofridos de minha já longa vida.
Gostaria muito que não se repetissem. Acho difícil concretizar meu desejo, tais as circunstâncias que me cercam. Deus me dará força. Lá, isolado do mundo, sem minha mulher, meus filhos e netos, meus parentes do coração e, meus amigos, que felizmente são muitos, só Ele poderá me entender e fortalecer.
Mas, a luta será minha e eu não posso fraquejar.
Desafios já aconteceram várias vezes no passado e não será agora que irei falhar. Vale a pena cada momento ganho a mais para viver junto aos meus queridos.
Penso que nesta área a medicina tem muito para evoluir. Como estão..., não sei...
Livre daqueles grilhões no entanto, continuo sofrendo com a decadência de meu país que vive, como em geral todo o mundo, a "Era da Mediocridade e da Insensatez". Não era esse, positivamente, o Século XXI que sonhava. Bem que dizia Tininha, com razão e firmeza das pessoas inteligentes e observadoras: "Meu filho, abaixe um pouquinho essa "crista de galo empavonado e deixe de ser tão sonhador sempre querendo mais e mais. Deste modo você vai sofrer muito ao longo da vida. Cuidado Senhor José Carlos".
É dizia mais "É bom o senhor pensar bem nisso e não deixar o que ouviu entrar por um ouvido e sair pelo outro". A voz era firme, forte e segura de quem sabe o que está dizendo. Ao mesmo tempo envolvida por ternura e amor. Se pudesse, responderia para ela: "Não saiu pelo outro; agora, que sofri, sofri...".
Como era sábia minha mãe considerando os poucos anos de estudo que teve. E como ela era forte para enfrentar a vida. Quanta saudade e quanta falta. Seu exemplo de dignidade sempre me deu muito orgulho. Papai também. Os dois: meus Heróis. Recebi muito e, muito tenho a deixar para todos que me cercam, aqueles que me amam e também aqueles que me olham com "olhar atravessado". Afinal, somos todos filhos de um mesmo Pai.
Voltando à realidade, quantas batalhas tenho ainda a enfrentar: a doença que parece estar procurando outros caminhos para atacar, a falta dinheiro que afeta todos os brasileiros honrados, a vergonha que sinto vendo nosso país sendo ridicularizado em todas as partes de mundo, os problemas de subsistência enfrentados pelos meus filhos, o futuro de meus netos, a crise de cidadania que prolifera pelo Brasil, as ideologias falaciosas que idiotizam toda uma geração de jovens brasileiros e, por ai vai.
Além de todas as crises os de nossa terra enfrentam a mais grave, covarde e impatriótica convulsão provocada pela ambição, egoísmo, pusilanimidade, sordidez daqueles que de algum modo ( legal ou muitas vezes ilegalmente) detém o poder em nosso país : O DESEMPREGO.
Afinal: como sinto a vida agora, "Breve, ou longa?..."
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