por José Carlos Coelho Leal

domingo, 7 de junho de 2015

"CHEIROS DA VIDA" - 137 - NOVA SURPRESA!




          Vamos deixar de lado as preocupações com Gramsci. Pelo menos, por enquanto. Certamente voltarei ao assunto. O recado que gostaria de dar foi dado. Pena que o "povão" não lê e, nem de leve, tem conhecimento dessas ideologias e maquinações. 

          Aliás faz parte da estratégia colocada em ação no nosso país. Dar educação de baixo nível para a população deixando-a à míngua de conhecimentos, ou o que é pior, difundindo cartilhas cheias de inverdades históricas que atendam uma doutrinação de extrema-esquerda padrão "tupiniquim" e, sobretudo, contando com uma mídia cativa dos financiamentos e da publicidade oficial para sobreviver.

          Voltemos à nossa história que estava numa fase maravilhosa e, vai nos encontrar de volta ao nosso apartamento na Estrada Velha da Tijuca, com poucos dias faltando para o término de julho. Os dias irretocáveis que passamos em Minas e, suas cidades históricas, não superaram a emoção de estar em casa novamente. Sempre, para mim, o melhor da viagem era o ato de voltar para casa. Cultivei esse capricho por toda a vida.

          Ao entrar em casa, nova surpresa! Foi abrir a porta, deixar cair as malas no chão e sentir o perfume de uma casa recém limpa. O cheirinho carinhoso invadiu nossos pulmões e foi só olhar o panorama da sala para notar que alguém, ou mais de uma pessoa estiveram ali deixando tudo limpo, organizado e perfumado. Boa notícia pois, ao sairmos, na correria final não deixamos a casa como um modelo de asseio e arrumação. De repente, um susto!

          - Tania, reparou que as portas estão todas fechadas? Será que repetiram a armadilha da noite de núpcias? Se fizeram, certamente capricharam nas novidades e, a barra ficará bem mais pesada. São uns moleques!

          - Você é incrível. Recebe uma casa com um ambiente nota 10 e ainda está reclamando...

          - Vamos logo tirar essa dúvida

          - A porta da cozinha está destrancada.

          - No banheiro está tudo bem e o quarto está livre. Graças a Deus. Repetir a brincadeira seria coisa de muito mau gosto.

          - Bem feito! Queimou a língua. Garanto que Dona Tininha esteve aqui com a Kalú e a Dina e, fizeram uma faxina geral depois dos poucos dias que passamos o tempo todo namorando. E tem mais uma novidade; abri a geladeira e foi reposto tudo o que gastamos em nossos primeiros dias de casados.

         - Não tem mais dúvida. Isso é arte de Papai e Mamãe. Coisa típica deles. Bem que podia ser sempre assim.

         - Quando é que você vai tomar juízo, meu marido?

          - Repete!

          - Repetir o quê?

          - "Meu marido". Como soa bem isso aos meus ouvidos.

          Com um longo beijo comemoramos a volta à nossa casa e continuamos nossa lua de mel no nosso apartamento, transformado-o num aconchego de carinhos e sorvendo todas felicidades de cada momento. Coisa boa de relembrar.